FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2017
Em um estudo para a avaliação da efetividade de uma nova ação de prevenção para doença cardiovascular, foram aleatorizados dois grupos: Grupo A, que não realizou a nova intervenção; Grupo B, que realizou a nova intervenção. Os dois grupos foram acompanhados por seis meses e foi realizada a avaliação da melhora do HDL-colesterol. A amostra para o estudo foi calculada para detectar uma diferença de até 5% da variável desfecho entre os dois grupos. Desse modo, é INCORRETO afirmar que:
Estudo com aleatorização e acompanhamento prospectivo = Ensaio Clínico Randomizado, não caso-controle.
Um estudo que aleatoriza participantes em grupos de intervenção e controle e os acompanha ao longo do tempo para avaliar um desfecho é um ensaio clínico randomizado, um tipo de estudo longitudinal. Nesses estudos, é possível calcular riscos relativos e taxas de incidência, mas não se enquadra na definição de um estudo caso-controle.
Um ensaio clínico randomizado (ECR) é o padrão ouro para avaliar a eficácia de intervenções de saúde. Caracteriza-se pela aleatorização dos participantes em grupos (intervenção e controle), acompanhamento prospectivo e avaliação de desfechos. É um tipo de estudo longitudinal, pois os indivíduos são seguidos ao longo do tempo. A aleatorização é crucial para minimizar vieses e garantir que os grupos sejam comparáveis em relação a fatores prognósticos conhecidos e desconhecidos. Em ECRs, é possível calcular medidas de associação como o risco relativo e medidas de frequência como as taxas de incidência, que quantificam a ocorrência de novos eventos nos grupos. É fundamental diferenciar um ECR de um estudo caso-controle. Este último é um estudo observacional retrospectivo que compara indivíduos com uma doença (casos) com indivíduos sem a doença (controles) para identificar exposições prévias. O ECR, por outro lado, começa com a exposição (intervenção) e observa o desenvolvimento do desfecho.
Um ensaio clínico randomizado é um estudo longitudinal prospectivo que aleatoriza participantes em grupos de intervenção e controle, acompanhando-os para avaliar a efetividade de uma intervenção.
Um estudo caso-controle parte do desfecho (doença) e busca retrospectivamente a exposição, enquanto o cenário descrito inicia com a exposição (intervenção) e acompanha o desfecho.
O risco relativo compara a probabilidade de um evento entre grupos expostos e não expostos, enquanto a taxa de incidência mede a frequência de novos casos de uma doença em uma população sob risco em um período.
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