HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2022
Uma equipe de saúde tem como proposta realizar uma comparação do efeito de duas vacinas diferentes (vacina A e vacina B) com intuito de verificar o efeito protetor de cada uma delas contra o COVID-19. Dois mil voluntários, que estavam em igual risco de sofrer a doença concordaram em participar da investigação, eles foram separados aleatoriamente em metades, de modo a construir dois grupos (grupo 1 e grupo 2) com características semelhantes. Os indivíduos pertencentes ao grupo 1 recebem a vacina A e os pertencentes ao grupo 2 recebem a vacina B. Nenhum dos participantes do estudo sabem qual vacina receberam. Suponhamos que, passados doze meses de observação, constata-se que a incidência da doença é menor nos vacinados pela vacina A. Os resultados alcançados pelo estudo descrito foram os seguintes:A taxa de incidência da doença no grupo que recebeu a vacina A foi:
Incidência = Casos novos / População sob risco em determinado período.
Em ensaios clínicos, a incidência mede a velocidade de novos eventos em grupos expostos a intervenções sob condições controladas, permitindo comparar eficácia.
O ensaio clínico randomizado (ECR) é o padrão-ouro para avaliar intervenções terapêuticas ou preventivas. Ao dividir 2000 voluntários em dois grupos de 1000, o pesquisador busca isolar o efeito da vacina. A incidência acumulada é a proporção de indivíduos que desenvolvem o desfecho em um período definido. No cenário da COVID-19, essa métrica foi crucial para determinar a eficácia vacinal (1 - Risco Relativo). A interpretação correta dos dados estatísticos em ECRs exige compreensão de que a incidência reflete o risco de adoecimento. Se o gabarito aponta 2%, significa que, no grupo da Vacina A, 20 em cada 1000 indivíduos contraíram a doença durante os 12 meses. Esse tipo de questão testa a capacidade do candidato de aplicar conceitos básicos de bioestatística em cenários clínicos práticos e atuais.
A incidência é calculada dividindo-se o número de novos casos identificados durante o período de seguimento pelo total de indivíduos inicialmente em risco no grupo. No contexto de vacinas, se um grupo de 1000 pessoas recebe a Vacina A e 20 desenvolvem a doença, a incidência é de 2% (20/1000). É uma medida fundamental para determinar o risco absoluto em cada braço do estudo.
A randomização garante que os grupos comparados (Vacina A vs. Vacina B) tenham características basais semelhantes, minimizando vieses de seleção e variáveis de confusão. Isso permite que qualquer diferença observada na incidência da doença possa ser atribuída diretamente à intervenção (vacina) e não a diferenças pré-existentes entre os voluntários.
O cegamento (neste caso, simples-cego, pois os participantes não sabem o que receberam) evita o viés de aferição e o efeito placebo. Se os participantes soubessem qual vacina receberam, poderiam alterar seus comportamentos de exposição ao risco ou relatar sintomas de forma diferente, o que distorceria a taxa de incidência real observada em cada grupo.
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