Grupo OPTY - Rede de Oftalmologia — Prova 2024
Em um estudo conduzido em 18 clínicas de saúde sexual, o objetivo foi avaliar a eficácia da profilaxia pré-exposição para o vírus HIV (PrEP). Foram selecionados 546 homens que fazem sexo com homens e relataram não utilizar preservativo durante o coito anal nos últimos 90 dias, sendo soronegativos para o HIV. Os participantes foram aleatoriamente divididos em dois grupos: o grupo precoce e o grupo tardio. Aqueles no grupo precoce iniciaram o uso da PrEP imediatamente, enquanto o grupo tardio começou após um ano de observação. Ambos os grupos foram acompanhados mensalmente com exames laboratoriais e responderam a questionários sobre aderência e atividade sexual. A incidência de HIV nos grupos foi avaliada. No grupo precoce, a incidência foi de 1,2 casos por 100 pessoas-ano (IC de 90%: 0,4-2,9), em comparação com 9 casos por 100 pessoas-ano (IC de 90%: 6,1-12,8; p=0,0001) no grupo tardio. A diferença foi de 7,8 casos por 100 pessoas-ano (IC de 90%: 4,3-11,3).Com base no estudo apresentado, a teoria epidemiológica e conhecimentos correlatos, julgue o item.O estudo mencionado é um estudo de coorte, pois é conduzido de forma prospectiva, acompanhando a incidência no grupo de indivíduos expostos e não expostos a uma determinada conduta, em clínicas distintas.
Alocação aleatória (randomização) → Ensaio Clínico, não Coorte.
Embora ambos sejam prospectivos, a intervenção deliberada e a randomização definem o Ensaio Clínico Randomizado, diferenciando-o da observação passiva da Coorte.
A distinção entre desenhos de estudo é fundamental na epidemiologia. Estudos de coorte são observacionais e prospectivos, ideais para avaliar história natural e fatores de risco. Já os ensaios clínicos são experimentais, onde o pesquisador controla a exposição. A PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) revolucionou a prevenção do HIV, e sua eficácia foi validada por ECRs robustos como o IPERGAY e PROUD. O erro comum em provas é classificar qualquer estudo prospectivo como coorte, ignorando o ato da randomização, que é o pilar da experimentação clínica moderna.
Um ECR é caracterizado pela intervenção deliberada do pesquisador e pela alocação aleatória (randomização) dos participantes em grupos de intervenção e controle. Isso visa minimizar vieses de seleção e garantir que as diferenças nos desfechos sejam atribuíveis à intervenção testada, sendo o padrão-ouro para avaliar eficácia terapêutica.
O estudo descrito envolveu a divisão aleatória (randomização) dos participantes em grupos 'precoce' e 'tardio' para receber a PrEP. Em um estudo de coorte, os pesquisadores apenas observam grupos que já foram expostos ou não a um fator naturalmente ou por escolha própria, sem interferir na alocação da exposição.
Na PrEP, a randomização garante que fatores de confusão, como comportamento sexual de risco ou adesão prévia, sejam distribuídos igualmente entre os grupos. Isso permite concluir com maior segurança que a redução na incidência de HIV foi causada pelo uso do medicamento e não por características intrínsecas dos participantes.
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