MedEvo Ciclo Básico — Prova 2025
Um grupo de pesquisadores planeja um estudo para avaliar a eficácia de duas intervenções distintas na prevenção de eventos cardiovasculares em pacientes diabéticos: um novo antiagregante plaquetário (Droga A) e uma estratégia de monitoramento remoto via telessaúde (Intervenção B). Para otimizar o tempo e os recursos financeiros, a equipe decide utilizar um delineamento fatorial 2x2. Os participantes são randomizados para quatro braços: 1) Droga A + Telessaúde; 2) Droga A + Cuidado Padrão; 3) Placebo + Telessaúde; 4) Placebo + Cuidado Padrão. No planejamento estatístico, discute-se o impacto de uma possível interação biológica entre a Droga A e a Intervenção B sobre o desfecho primário. Considerando a estrutura e a lógica analítica deste ensaio clínico, qual é a consideração correta sobre este delineamento?
Em ensaios fatoriais, se houver suspeita de sinergia ou antagonismo (interação) entre as drogas, o tamanho da amostra deve ser calculado para detectar essa interação, o que geralmente requer muito mais participantes do que o cálculo para efeitos principais.
O delineamento fatorial é uma ferramenta poderosa na pesquisa clínica, permitindo a avaliação de duas ou mais intervenções em um único estudo. No modelo 2x2, os participantes são randomizados para receber a Intervenção A, a Intervenção B, ambas ou nenhuma (placebo/controle). Essa estrutura é particularmente eficiente quando se assume que os efeitos das intervenções são independentes, permitindo que o pesquisador utilize a mesma base de pacientes para responder a duas perguntas distintas. Fisiopatologicamente, a análise foca nos efeitos principais. No entanto, se houver uma interação entre as drogas ou estratégias, a interpretação torna-se complexa e o poder estatístico para detectar os efeitos individuais pode ser comprometido. Por isso, o cálculo amostral deve considerar a possibilidade de interação se houver suspeita biológica prévia. Na prática de provas de residência, o conceito mais cobrado é a eficiência amostral: se não há interação, o estudo tem o mesmo poder que dois ensaios paralelos separados, mas com metade do número total de participantes que seriam necessários para dois estudos independentes.
A interpretação dos efeitos principais (isolados) fica comprometida, pois o efeito de uma intervenção depende da presença da outra. A análise deve focar nos braços específicos.
Sim, pois utiliza a mesma infraestrutura e recrutamento para testar múltiplas hipóteses, desde que a suposição de não-interação seja razoável.
Geralmente é uma randomização única que aloca o paciente diretamente em um dos quatro quadrantes (2x2).
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