ERAS: Medidas Essenciais para Recuperação Cirúrgica Otimizada

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2022

Enunciado

O ERAS (Enhanced Recovery After Surgery) preconiza um conjunto de medidas peroperatórias que visam acelerar e otimizar a recuperação cirúrgica. Qual das medidas abaixo NÃO faz parte desse programa?

Alternativas

  1. A) Manter normotermia.
  2. B) Não usar drenos e sondas.
  3. C) Usar peridural com morfina e lidocaína venosa.
  4. D) Bloquear o plano transverso (TAP block).
  5. E) Usar grampeadores (suturas) mecânicas.

Pérola Clínica

O programa ERAS foca em otimização perioperatória, incluindo normotermia, analgesia multimodal e evitar drenos/sondas, mas não especifica o tipo de sutura.

Resumo-Chave

O ERAS (Enhanced Recovery After Surgery) é um protocolo multimodal que visa reduzir o estresse cirúrgico e acelerar a recuperação, focando em medidas como analgesia otimizada, mobilização precoce, nutrição e minimização de drenos e sondas. A escolha entre suturas manuais ou mecânicas não é um componente direto dos princípios do ERAS, que se concentra mais na fisiologia do paciente e na minimização de intervenções invasivas desnecessárias.

Contexto Educacional

O protocolo ERAS (Enhanced Recovery After Surgery) representa uma abordagem multidisciplinar e baseada em evidências para otimizar a recuperação de pacientes submetidos a cirurgias. Seu objetivo é reduzir o estresse cirúrgico, minimizar complicações e acelerar a alta hospitalar, melhorando a experiência do paciente e a eficiência do sistema de saúde. A compreensão dos seus princípios é fundamental para residentes de diversas especialidades cirúrgicas. Os pilares do ERAS abrangem as fases pré, intra e pós-operatória. No pré-operatório, foca-se na otimização do estado nutricional, cessação do tabagismo e educação do paciente. No intraoperatório, medidas como a manutenção da normotermia, analgesia multimodal (incluindo bloqueios regionais e lidocaína venosa), manejo restritivo de fluidos e a minimização de drenos e sondas são cruciais. A normotermia, por exemplo, reduz o risco de infecção e melhora a coagulação. No pós-operatório, a mobilização precoce, a realimentação oral precoce e a continuação da analgesia multimodal são essenciais para prevenir complicações como trombose venosa profunda, íleo paralítico e pneumonia. A questão destaca que o uso de grampeadores mecânicos, embora seja uma técnica cirúrgica moderna, não é um componente direto ou exclusivo do protocolo ERAS, que se concentra mais nas estratégias de manejo fisiológico do paciente do que em ferramentas cirúrgicas específicas.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais componentes do protocolo ERAS?

Os principais componentes do protocolo ERAS incluem a otimização pré-operatória (nutrição, cessação tabágica), manejo intraoperatório (normotermia, analgesia multimodal, restrição de fluidos, minimização de drenos e sondas) e cuidados pós-operatórios (mobilização precoce, realimentação precoce, controle da dor).

Por que o ERAS preconiza evitar drenos e sondas?

O ERAS preconiza a minimização do uso de drenos e sondas, pois estes podem ser fontes de dor, infecção, restrição de mobilidade e atraso na recuperação. A decisão de utilizá-los deve ser baseada em evidências e na necessidade clínica real, e não como rotina.

Qual o papel da analgesia multimodal no ERAS?

A analgesia multimodal é um pilar central do ERAS, visando um controle eficaz da dor com a menor quantidade de opioides possível. Isso é alcançado pela combinação de diferentes classes de analgésicos (AINEs, paracetamol), técnicas regionais (bloqueios, peridural) e lidocaína venosa, reduzindo efeitos colaterais e facilitando a recuperação.

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