DPOC: Tipos de Enfisema e Suas Características

SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2015

Enunciado

Em relação à Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), é CORRETO afirmar que:

Alternativas

  1. A) Histologicamente, na bronquite crônica observa-se dilatação dos espaços aéreos distais.
  2. B) O enfisema centrolobular acomete preferencialmente os lobos pulmonares superiores, sendo praticamente restrito a fumantes.
  3. C) A bronquite crônica associa-se diretamente e de forma imprescindível à obstrução das vias aéreas.
  4. D) Pacientes com DPOC apresentam espirometria com redução na resistência ao fluxo aéreo.
  5. E) Casos de enfisema panacinar acometem exclusivamente os lobos superiores.

Pérola Clínica

Enfisema centrolobular → lobos superiores, fumantes; Enfisema panacinar → lobos inferiores, deficiência alfa-1 antitripsina.

Resumo-Chave

O enfisema centrolobular é o tipo mais comum, associado ao tabagismo, e afeta predominantemente os bronquíolos respiratórios nos lobos superiores. Já o enfisema panacinar, embora possa ocorrer em fumantes, é classicamente associado à deficiência de alfa-1 antitripsina e acomete uniformemente o ácino, sendo mais comum nos lobos inferiores.

Contexto Educacional

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição comum e progressiva, caracterizada por limitação do fluxo aéreo que não é totalmente reversível. É uma das principais causas de morbimortalidade global, sendo o tabagismo o fator de risco mais importante. A DPOC engloba duas entidades principais: bronquite crônica e enfisema pulmonar, que frequentemente coexistem. A compreensão de suas características histopatológicas e clínicas é fundamental para o diagnóstico e manejo. O enfisema é caracterizado pela destruição das paredes alveolares e dilatação dos espaços aéreos distais aos bronquíolos terminais. Existem diferentes tipos, sendo os mais relevantes o centrolobular e o panacinar. O enfisema centrolobular, o mais comum, afeta os bronquíolos respiratórios e ductos alveolares, poupando os alvéolos distais, e tem predileção pelos lobos superiores, sendo quase exclusivamente associado ao tabagismo. Já o enfisema panacinar envolve uniformemente o ácino, desde os bronquíolos respiratórios até os alvéolos, e é mais comum nos lobos inferiores, classicamente associado à deficiência de alfa-1 antitripsina. A bronquite crônica é definida clinicamente pela presença de tosse produtiva na maioria dos dias por pelo menos três meses em dois anos consecutivos, na ausência de outras causas. Histologicamente, observa-se hiperplasia das glândulas mucosas e inflamação crônica das vias aéreas. É importante notar que a bronquite crônica não implica necessariamente em obstrução do fluxo aéreo, embora frequentemente ocorra em pacientes com DPOC. A espirometria é essencial para o diagnóstico de DPOC, mostrando uma relação VEF1/CVF < 0,70 pós-broncodilatador.

Perguntas Frequentes

Quais são os tipos principais de enfisema pulmonar?

Os principais tipos são o enfisema centrolobular, que afeta a parte central do lóbulo, e o enfisema panacinar, que acomete o ácino pulmonar de forma mais uniforme.

Qual a relação entre tabagismo e os tipos de enfisema?

O tabagismo é a principal causa do enfisema centrolobular, que afeta predominantemente os lobos superiores. O enfisema panacinar, embora possa ocorrer em fumantes, é mais associado à deficiência de alfa-1 antitripsina.

Como a bronquite crônica se diferencia do enfisema?

A bronquite crônica é definida clinicamente por tosse produtiva na maioria dos dias por pelo menos 3 meses em 2 anos consecutivos, enquanto o enfisema é uma alteração anatômica com dilatação e destruição dos espaços aéreos distais.

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