FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2020
Em um paciente tabagista, do sexo masculino, sem deficiência de alfa 1 antitripsina ou história familiar de enfisema, o tipo mais comum de enfisema a ser encontrado é:
Tabagismo crônico + enfisema = tipo centroacinar (centrolobular).
O enfisema centroacinar é o tipo mais prevalente e está diretamente ligado ao tabagismo, afetando principalmente os bronquíolos respiratórios e a porção central do ácino pulmonar, em contraste com o enfisema panlobular, que é mais associado à deficiência de alfa-1 antitripsina.
O enfisema pulmonar é uma condição crônica caracterizada pela destruição das paredes alveolares e alargamento anormal dos espaços aéreos distais aos bronquíolos terminais, sem fibrose óbvia. É um componente chave da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e representa uma causa significativa de morbidade e mortalidade globalmente. A fisiopatologia do enfisema envolve um desequilíbrio entre proteases e antiproteases nos pulmões, exacerbado pelo tabagismo. A fumaça do cigarro atrai células inflamatórias que liberam enzimas como elastase, destruindo o tecido elástico pulmonar. O enfisema centroacinar, o tipo mais comum em tabagistas, afeta predominantemente os bronquíolos respiratórios e os ductos alveolares proximais, poupando os alvéolos distais. O diagnóstico é feito por história clínica (tabagismo, dispneia), exame físico e confirmado por espirometria (padrão obstrutivo irreversível) e tomografia de tórax (que visualiza as bolhas enfisematosas). O tratamento é sintomático, incluindo cessação do tabagismo, broncodilatadores, reabilitação pulmonar e, em casos graves, oxigenoterapia ou cirurgia. A prevenção da progressão da doença é crucial.
Os principais tipos são o enfisema centroacinar (ou centrolobular), panacinar (ou panlobular) e parasseptal (ou acinar distal). Cada um tem características morfológicas e associações etiológicas distintas.
O tabagismo é a principal causa do enfisema centroacinar. A inalação de fumaça de cigarro causa inflamação e liberação de enzimas proteolíticas, que destroem as paredes alveolares, predominantemente na porção central do ácino.
O enfisema centroacinar afeta principalmente os bronquíolos respiratórios e a porção central do ácino, sendo associado ao tabagismo. O enfisema panlobular afeta todo o ácino uniformemente e é mais comum na deficiência de alfa-1 antitripsina.
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