Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2025
Assinale a alternativa que apresenta o exame padrão ouro para o diagnóstico das obstruções respiratórias.
Para obstruções de vias aéreas, a endoscopia (broncoscopia/laringoscopia) é o padrão-ouro por permitir visualização direta e dinâmica.
Exames de imagem como a tomografia são excelentes para avaliar a anatomia extraluminal e o planejamento cirúrgico. No entanto, a endoscopia respiratória é o padrão-ouro para o diagnóstico final da maioria das obstruções, pois permite a visualização direta da lesão, avaliação da dinâmica respiratória e coleta de material para biópsia.
A avaliação de uma obstrução respiratória requer uma abordagem multimodal, utilizando tanto exames de imagem quanto procedimentos invasivos. As obstruções podem ocorrer em qualquer nível da via aérea, desde a nasofaringe até os brônquios distais, e podem ser causadas por tumores, estenoses, corpos estranhos, compressões extrínsecas ou malformações. Embora a radiografia simples e a tomografia computadorizada (TC) sejam ferramentas valiosas na avaliação inicial, elas fornecem informações anatômicas estáticas. A TC, em particular, é excelente para delinear a localização, extensão e relação da obstrução com estruturas adjacentes. No entanto, ela não permite a visualização direta da mucosa, a avaliação da dinâmica da via aérea durante a respiração (ex: malácia) ou a coleta de tecido para análise histopatológica. A endoscopia respiratória (que inclui a nasofibrolaringoscopia para vias aéreas superiores e a broncoscopia para traqueia e brônquios) é considerada o padrão-ouro para o diagnóstico definitivo. Este procedimento permite a inspeção visual direta da luz da via aérea, identificando a natureza da lesão (inflamatória, neoplásica, cicatricial), sua exata localização e grau de obstrução. Além disso, possibilita a realização de biópsias e, em muitos casos, o tratamento imediato, como a remoção de um corpo estranho ou a dilatação de uma estenose.
Os sintomas clássicos incluem estridor (ruído agudo na inspiração), dispneia, rouquidão, tosse e uso de musculatura acessória. A gravidade depende do grau de obstrução e pode levar à insuficiência respiratória aguda.
A broncoscopia flexível é mais utilizada para diagnóstico, permitindo a avaliação de vias aéreas mais distais com o paciente sob sedação leve. A broncoscopia rígida é preferida para procedimentos terapêuticos, como remoção de corpo estranho ou dilatação de estenoses, pois permite melhor controle da via aérea.
A TC é fundamental para avaliar a extensão da doença, o envolvimento de estruturas adjacentes (compressão extrínseca) e o planejamento terapêutico. Ela fornece um 'mapa' anatômico que guia a endoscopia e a cirurgia, sendo um exame complementar essencial.
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