Esofagite: Diagnóstico e Avaliação Etiológica

SMS Foz do Iguaçu - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2025

Enunciado

Leia o caso abaixo: Paciente de 50 anos, sexo masculino, procura atendimento médico com queixa de azia e dor retroesternal, especialmente após refeições, além de regurgitação ácida. O paciente relata que esses sintomas ocorrem há vários meses e que ele não obteve alívio significativo com antiácidos de venda livre. O histórico médico inclui hipertensão arterial e uso crônico de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). Na anamnese, não há relato de perda de peso sigificativa ou disfagia. Com base nesse quadro clínico, assinale a alternativa CORRETA que indica os procedimentos para confirmar o diagnóstico de esofagite e avaliar sua etiologia.

Alternativas

  1. A) Solicitar exames de sangue, incluindo hemograma completo e provas de função hepática, para investigar possíveis causas sistêmicas.
  2. B) Prescrever um curso empírico de inibidores da bomba de prótons (IBPs) por 8 semanas e reavaliar os sintomas do paciente após o tratamento.
  3. C) Realizar manometria esofágica para avaliar a motilidade do esôfago e identificar possíveis disfunções motoras.
  4. D) Realizar endoscopia digestiva alta com biópsia das lesões esofágicas para confirmar presença de esofagite e identificar a etiologia.
  5. E) Solicitar uma série esofagogastroduodenal (SER) com contraste para visualizar o esôfago e identificar possíveis anormalidades estruturais.

Pérola Clínica

Azia/regurgitação persistente + falha antiácidos → EDA com biópsia para esofagite e etiologia.

Resumo-Chave

Em pacientes com sintomas de refluxo gastroesofágico persistentes e refratários ao tratamento empírico, a endoscopia digestiva alta com biópsia é crucial. Permite não só confirmar a presença de esofagite, mas também avaliar sua gravidade, descartar complicações como esôfago de Barrett e identificar a etiologia, como esofagite eosinofílica ou infecciosa, além de excluir malignidade.

Contexto Educacional

A esofagite é uma inflamação do esôfago que pode ser causada por diversos fatores, sendo a Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) a etiologia mais comum. Sua prevalência é alta, e o diagnóstico preciso é fundamental para um tratamento eficaz e para prevenir complicações graves, como o esôfago de Barrett e o adenocarcinoma esofágico. A investigação adequada é crucial para diferenciar as causas e direcionar a terapia. A fisiopatologia da esofagite varia conforme a etiologia. Na DRGE, o refluxo ácido crônico causa dano à mucosa. Outras formas incluem esofagite eosinofílica (resposta imune), infecciosa (imunocomprometidos) ou induzida por medicamentos. A suspeita clínica surge com sintomas como azia, dor retroesternal e regurgitação. A endoscopia digestiva alta com biópsia é o padrão-ouro para o diagnóstico, permitindo a visualização direta das lesões e a análise histopatológica para determinar a causa. O tratamento da esofagite depende da etiologia. Para DRGE, envolve IBPs e modificações no estilo de vida. Esofagite eosinofílica requer corticoides tópicos. Infecções são tratadas com antimicrobianos específicos. O prognóstico geralmente é bom com tratamento adequado, mas a falha em diagnosticar e tratar pode levar a complicações crônicas e aumento do risco de malignidade.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas de esofagite que indicam a necessidade de investigação?

Sintomas como azia persistente, dor retroesternal, regurgitação ácida, disfagia e odinofagia, especialmente se refratários a antiácidos de venda livre, sugerem a necessidade de investigação diagnóstica.

Por que a endoscopia digestiva alta com biópsia é o exame mais adequado para confirmar esofagite?

A endoscopia permite a visualização direta da mucosa esofágica, identificando lesões, estenoses ou esôfago de Barrett. A biópsia é fundamental para confirmar a inflamação, determinar a etiologia (ex: eosinofílica, infecciosa) e excluir malignidade.

Quais são as principais etiologias da esofagite e como elas são diferenciadas?

As etiologias incluem DRGE, esofagite eosinofílica, esofagite infecciosa (cândida, herpes), esofagite por medicamentos (AINEs) e esofagite cáustica. A diferenciação é feita pela história clínica, achados endoscópicos e, crucialmente, pela análise histopatológica das biópsias.

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