SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2021
No 5º dia pós-cesariana de emergência por sofrimento fetal agudo, paciente retorna ao hospital referindo febre e dor pélvica há 24 horas. Ao exame, encontra-se em regular estado geral, hipocorada +/4+ e hidratada; Tax = 39ºC, FC = 92bpm, FR = 18irpm, PA = 110 x 70mmHg; abdômen flácido e difusamente doloroso à palpação profunda em andar inferior, sem descompressão dolorosa; exame especular com saída de lóquios serossanguinolentos com odor fétido e toque vaginal com colo fechado, doloroso à mobilização; exames laboratoriais evidenciam leucocitose de 18.000 com 8% de bastões. Diante do quadro clínico descrito, o critério mais importante para a principal hipótese diagnóstica é:
Endometrite puerperal: febre é o critério diagnóstico mais importante, mesmo com outros sinais de infecção.
A febre é o sinal cardinal da endometrite puerperal, sendo o critério mais sensível para o diagnóstico. Outros achados como dor pélvica, lóquios fétidos e leucocitose corroboram, mas a ausência de febre torna o diagnóstico menos provável.
A endometrite puerperal é a infecção mais comum no pós-parto, especialmente após cesariana, afetando o endométrio e miométrio. Sua incidência é maior em partos cirúrgicos devido ao maior risco de contaminação. É uma condição importante que exige reconhecimento e tratamento rápidos para evitar complicações graves como sepse e abscesso pélvico. A febre é o sinal mais consistente e o critério diagnóstico mais importante, sendo crucial para a suspeição clínica e início da investigação. O diagnóstico da endometrite puerperal é essencialmente clínico, baseado na presença de febre, dor pélvica e, muitas vezes, lóquios fétidos. O exame físico pode revelar dor à palpação uterina e à mobilização do colo. Exames laboratoriais como hemograma com leucocitose e desvio à esquerda corroboram o quadro, mas não são patognomônicos. A suspeita deve ser alta em puérperas com febre persistente ou recorrente após o parto, especialmente na primeira semana pós-parto. O tratamento consiste em antibioticoterapia intravenosa de amplo espectro, cobrindo os principais patógenos envolvidos. A escolha do antibiótico deve ser empírica inicialmente e pode ser ajustada após resultados de culturas. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas a demora no diagnóstico e manejo pode levar a complicações sérias, reforçando a importância de reconhecer a febre como o principal critério para iniciar a investigação e o tratamento.
Os principais sinais e sintomas da endometrite puerperal incluem febre (geralmente acima de 38°C), dor pélvica, lóquios com odor fétido e, ao exame físico, dor à palpação uterina e à mobilização do colo. Leucocitose com desvio à esquerda também é um achado comum.
A febre é o critério mais importante porque é o sinal mais consistente e frequentemente o primeiro a surgir em casos de endometrite. Sua presença, especialmente persistente ou recorrente, é um forte indicativo de processo infeccioso, enquanto outros sinais podem ser mais variáveis ou inespecíficos.
A conduta inicial diante da suspeita de endometrite puerperal envolve a internação da paciente, coleta de exames laboratoriais (hemograma, culturas) e início imediato de antibioticoterapia empírica de amplo espectro, geralmente por via intravenosa, cobrindo bactérias gram-positivas, gram-negativas e anaeróbios.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo