UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2020
Paciente de 28 anos, secundigesta, puérpera de cesariana, associada à amniorrexe prematura e idade gestacional de 36 semanas. No quarto dia de puerpério, apresentou temperatura axilar de 38,5º C, mamas não ingurgitadas, útero doloroso à palpação, amolecido e dois dedos acima da cicatriz umbilical. Lóquios em pequena quantidade. O diagnóstico e o tratamento padrão para essa paciente são, respectivamente:
Puerpério febril pós-cesariana + útero doloroso → Endometrite. Tto padrão: Clindamicina + Gentamicina IV.
A paciente apresenta sinais clássicos de endometrite puerperal: febre no pós-parto (4º dia), útero doloroso à palpação, amolecido e subinvoluído. A cesariana e a amniorrexe prematura são fatores de risco importantes. O tratamento padrão para endometrite puerperal, especialmente após cesariana, é a antibioticoterapia endovenosa com Clindamicina e Gentamicina, que oferece cobertura para bactérias anaeróbias e gram-negativas, respectivamente.
A endometrite puerperal é a infecção mais comum no pós-parto, afetando o endométrio e, por vezes, o miométrio e o paramétrio. É uma causa significativa de morbidade materna, especialmente após o parto cesariano, onde a incidência é maior do que no parto vaginal. A condição é caracterizada por febre, dor abdominal e útero doloroso e subinvoluído, geralmente manifestando-se entre o 2º e o 10º dia pós-parto. Fatores como amniorrexe prematura e cesariana aumentam o risco de infecção. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado nos sinais e sintomas apresentados pela paciente no puerpério. A etiologia é polimicrobiana, envolvendo bactérias da flora vaginal e intestinal, como estreptococos, estafilococos, enterobactérias (E. coli, Klebsiella) e anaeróbios (Bacteroides, Peptostreptococcus). A suspeita deve ser alta em puérperas com febre persistente e dor uterina, especialmente se houver fatores de risco. O tratamento padrão-ouro para a endometrite puerperal, particularmente após cesariana, é a antibioticoterapia endovenosa com Clindamicina e Gentamicina. Este esquema oferece ampla cobertura para os patógenos mais comuns. A Clindamicina atua contra anaeróbios e alguns gram-positivos, enquanto a Gentamicina é eficaz contra bacilos gram-negativos. O tratamento deve ser mantido até que a paciente esteja afebril por pelo menos 24 a 48 horas. A pronta identificação e tratamento são cruciais para prevenir complicações mais graves, como abscesso pélvico, tromboflebite pélvica séptica e sepse.
Os principais sinais e sintomas incluem febre (geralmente acima de 38ºC) após as primeiras 24 horas do parto, dor abdominal ou pélvica, útero doloroso à palpação e subinvoluído, e lóquios purulentos ou com odor fétido. Pode haver também taquicardia e mal-estar geral.
O tratamento de primeira linha para endometrite puerperal pós-cesariana é a combinação de Clindamicina e Gentamicina por via endovenosa. A Clindamicina cobre anaeróbios e a Gentamicina cobre bacilos gram-negativos, que são os principais patógenos envolvidos.
Os principais fatores de risco incluem cesariana (especialmente sem profilaxia antibiótica), trabalho de parto prolongado, amniorrexe prematura, múltiplos toques vaginais, corioamnionite, retenção de restos placentários e baixo status socioeconômico.
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