UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2023
Na endometrite puerperal, os seguintes achados no útero são comuns no exame físico:
Endometrite puerperal = Útero subinvoluído, doloroso e amolecido no exame físico.
A endometrite puerperal, uma infecção comum pós-parto, manifesta-se no exame físico com um útero que não involui adequadamente (subinvoluído), é doloroso à palpação e apresenta consistência amolecida devido ao processo inflamatório.
A endometrite puerperal é a infecção mais comum no pós-parto, afetando o endométrio (decídua) e, por vezes, o miométrio. É uma causa importante de morbidade materna, com incidência maior após cesariana do que após parto vaginal. A identificação precoce e o tratamento adequado são cruciais para prevenir complicações graves como sepse. A fisiopatologia envolve a ascensão de bactérias da flora vaginal ou intestinal para a cavidade uterina, facilitada por fatores como trabalho de parto prolongado, múltiplas avaliações vaginais, rotura prolongada de membranas e restos placentários. No exame físico, o útero tipicamente se apresenta subinvoluído (maior do que o esperado para a idade puerperal), doloroso à palpação e com consistência amolecida. Febre e lóquios fétidos são achados comuns. O tratamento consiste em antibioticoterapia de amplo espectro, geralmente intravenosa, cobrindo bactérias gram-positivas, gram-negativas e anaeróbias. A combinação de clindamicina e gentamicina é frequentemente utilizada. O prognóstico é geralmente bom com tratamento oportuno, mas a falta de tratamento pode levar a complicações como abscesso pélvico, peritonite e sepse.
Os sintomas incluem febre (geralmente >38°C), dor abdominal baixa, útero subinvoluído e doloroso à palpação, lóquios purulentos ou fétidos e mal-estar geral.
A infecção e a inflamação do endométrio impedem a contração adequada das fibras musculares uterinas, resultando em subinvolução e perda da consistência firme característica do útero pós-parto normal.
A conduta inicial é a antibioticoterapia empírica de amplo espectro, geralmente com clindamicina e gentamicina, administrada por via intravenosa até a paciente estar afebril por 24-48 horas.
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