Santa Casa de Araçatuba (SP) — Prova 2020
O processo infeccioso puerperal que tem origem no leito de implantação placentária é chamado de:
Infecção puerperal no leito placentário → Endometrite. Principal causa de febre pós-parto.
A endometrite puerperal é a infecção mais comum no pós-parto, originando-se no leito de implantação placentária. É caracterizada por febre, dor abdominal e corrimento vaginal fétido, sendo crucial o diagnóstico e tratamento precoces para evitar complicações graves como sepse.
A endometrite puerperal é a infecção mais frequente do trato genital feminino no período pós-parto, sendo uma das principais causas de febre puerperal. Ela se origina no leito de implantação placentária, onde o endométrio fica vulnerável à invasão bacteriana após a dequitação da placenta. Fatores de risco incluem cesariana, trabalho de parto prolongado, ruptura prolongada de membranas, múltiplos exames vaginais e retenção de restos placentários. O diagnóstico da endometrite puerperal é essencialmente clínico, baseado na presença de febre (geralmente > 38°C) após as primeiras 24 horas do parto, dor abdominal ou pélvica e, frequentemente, corrimento vaginal fétido ou purulento. A exclusão de outras fontes de febre, como infecção urinária ou mastite, é importante. A fisiopatologia envolve a ascensão de bactérias da flora vaginal e intestinal para o útero, colonizando o endométrio traumatizado. O tratamento padrão para a endometrite puerperal é a antibioticoterapia intravenosa de amplo espectro, visando cobrir os principais patógenos, incluindo anaeróbios. Esquemas comuns incluem clindamicina associada à gentamicina. A resposta ao tratamento é geralmente rápida, com melhora clínica em 48-72 horas. A prevenção, especialmente em cesarianas, com profilaxia antibiótica, é uma medida eficaz para reduzir a incidência dessa complicação.
Os sintomas mais comuns incluem febre (geralmente acima de 38°C), dor abdominal ou pélvica, taquicardia, e corrimento vaginal purulento ou fétido, que geralmente surgem 2-3 dias após o parto.
O tratamento consiste em antibioticoterapia intravenosa de amplo espectro, cobrindo bactérias gram-positivas, gram-negativas e anaeróbias, como clindamicina e gentamicina, até que a paciente esteja afebril por 24-48 horas.
A prevenção inclui a profilaxia antibiótica em cesarianas, boa técnica asséptica durante o parto, e manejo ativo do terceiro estágio do trabalho de parto para reduzir o risco de retenção de restos placentários.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo