HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2023
Puérpera apresenta-se com febre e dor abdominal, com útero doloroso à palpação, de consistência pastosa e hipoinvoluído. Lóquios escassos e sem odor fétido. Assinale a alternativa correta:
Endometrite puerperal: febre + útero doloroso/hipoinvoluído. Tratamento padrão = Clindamicina + Gentamicina.
A endometrite puerperal é a infecção mais comum no puerpério, caracterizada por febre, dor abdominal e útero doloroso e hipoinvoluído. O tratamento empírico com Clindamicina e Gentamicina é o esquema de escolha devido à sua ampla cobertura para bactérias gram-positivas, gram-negativas e anaeróbias.
A endometrite puerperal é a infecção mais comum do puerpério, geralmente ocorrendo nos primeiros 10 dias pós-parto. É uma infecção polimicrobiana que envolve a decídua, miométrio e, por vezes, paramétrio, sendo mais frequente após cesariana, parto prolongado, ruptura prolongada de membranas e múltiplos exames vaginais. A importância clínica reside no risco de progressão para sepse, abscesso pélvico e outras complicações graves se não tratada adequadamente. O diagnóstico da endometrite puerperal é clínico, baseado na tríade de febre (geralmente > 38°C), dor abdominal ou pélvica e útero doloroso à palpação e hipoinvoluído. Os lóquios podem ou não apresentar odor fétido. A leucocitose é comum no puerpério fisiológico, portanto, sua presença isolada não é diagnóstica de infecção, mas pode apoiar a suspeita clínica. O tratamento é empírico e deve ser iniciado prontamente com antibióticos de amplo espectro. O esquema mais utilizado e eficaz é a associação de Clindamicina (para anaeróbios e gram-positivos) com Gentamicina (para gram-negativos). A ampicilina pode ser adicionada para cobertura de enterococos, especialmente em casos mais graves ou se houver suspeita de resistência. A melhora clínica é esperada em 48-72 horas. Culturas (cervical ou hemocultura) são geralmente reservadas para casos atípicos, refratários ao tratamento inicial ou com sinais de sepse, para guiar a terapia antibiótica.
Os principais sinais e sintomas incluem febre (geralmente > 38°C), dor abdominal ou pélvica, útero doloroso à palpação e hipoinvoluído, e lóquios com odor fétido (embora nem sempre presente).
O esquema de tratamento mais utilizado e eficaz é a associação de Clindamicina com Gentamicina, que oferece ampla cobertura contra os principais patógenos envolvidos, incluindo anaeróbios e gram-negativos.
A cultura de material do canal cervical ou hemocultura não é fundamental para o início do tratamento empírico da endometrite puerperal, que deve ser imediato. Elas são reservadas para casos refratários ao tratamento inicial ou em pacientes com sepse, para guiar a terapia em situações específicas.
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