HSR Cássia - Hospital São Sebastião de Cássia (MG) — Prova 2025
As complicações do puerpério podem incluir algumas patologias que ja estavam presentes na gravidez e as específicas desse período. Dentre as mais significativas estão as infecções pélvicas puerperais. Sobre estas infecções, é CORRETO afirmar:
Cesariana = principal fator de risco para endometrite puerperal.
A cesariana é o fator de risco isolado mais significativo para o desenvolvimento de endometrite puerperal, aumentando o risco em comparação com o parto vaginal. Isso se deve à maior manipulação cirúrgica, exposição a patógenos e trauma tecidual.
As infecções pélvicas puerperais, como a endometrite, são complicações significativas do puerpério, representando uma das principais causas de morbidade e mortalidade materna. A endometrite puerperal é a infecção do endométrio após o parto, e sua incidência é notavelmente maior após a cesariana em comparação com o parto vaginal, tornando a cesariana o fator de risco isolado mais importante. A fisiopatologia da endometrite envolve a ascensão de bactérias da flora vaginal para o útero, facilitada por fatores como trauma tecidual, presença de restos placentários e manipulação cirúrgica. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na presença de febre (geralmente após as primeiras 24 horas pós-parto), dor pélvica e lóquios alterados. A febre nas primeiras 24 horas pós-parto é mais frequentemente atribuída à desidratação ou reabsorção de produtos do trabalho de parto. O tratamento da endometrite puerperal é feito com antibióticos intravenosos de amplo espectro, como a combinação de clindamicina e gentamicina, que cobrem a flora polimicrobiana envolvida. A terapia é mantida até que a paciente esteja afebril por 24 a 48 horas. A profilaxia antibiótica pré-operatória em cesarianas reduz significativamente o risco. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas complicações como abscesso pélvico ou sepse podem ocorrer se não tratada.
O principal fator de risco é a cesariana. Outros incluem trabalho de parto prolongado, ruptura prolongada de membranas, múltiplos exames vaginais, corioamnionite, retenção de restos placentários e anemia.
A endometrite puerperal geralmente se manifesta com febre (acima de 38°C) após as primeiras 24 horas pós-parto, dor abdominal ou pélvica, taquicardia, subinvolução uterina e lóquios fétidos ou purulentos.
O tratamento envolve antibióticos intravenosos de amplo espectro, como clindamicina associada a gentamicina, cobrindo bactérias aeróbias e anaeróbias polimicrobianas da flora vaginal. A terapia é mantida até a paciente estar afebril por 24-48 horas.
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