HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2025
Sheyla evoluiu com dor e dificuldade de deambulação no pós-parto, necessitando analgésico de resgate. No 2º dia pós-parto, apresenta temperatura oral aferida de 38,6°C. No exame clínico, está em bom estado geral e eupneica. O abdome é doloroso à palpação com sinal de descompressão brusca negativo e ruídos hidroaéreos presentes. A ferida cirúrgica tem bom aspecto. A loquiação é fétida. A conduta inicial indicada para essa paciente é:
Febre puerperal + útero doloroso + lóquios fétidos = Endometrite → Iniciar antibioticoterapia empírica imediatamente.
A endometrite é a causa mais comum de febre no pós-parto. O quadro clínico com febre, dor uterina e lóquios alterados justifica o início imediato de antibioticoterapia de amplo espectro (ex: clindamicina e gentamicina) para cobrir a flora polimicrobiana vaginal.
A endometrite puerperal é a infecção do endométrio e miométrio que ocorre após o parto, sendo a causa mais comum de febre no período puerperal. Fatores de risco incluem parto cesáreo (principalmente de emergência), trabalho de parto prolongado, ruptura prematura de membranas e múltiplos toques vaginais. A infecção é tipicamente polimicrobiana, envolvendo a flora vaginal ascendente. O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado na tríade de febre, dor à palpação uterina e loquiação fétida ou purulenta. Exames laboratoriais como hemograma podem mostrar leucocitose com desvio à esquerda, e culturas são raramente necessárias. É crucial diferenciar de outras causas de febre no pós-parto, como mastite, ITU e infecção de sítio cirúrgico, através de um exame físico completo. O tratamento deve ser iniciado prontamente com antibioticoterapia intravenosa de amplo espectro. O esquema clássico de clindamicina e gentamicina é altamente eficaz e considerado padrão-ouro. A melhora clínica é esperada em 48 a 72 horas. A falha terapêutica deve levantar a suspeita de complicações como abscesso pélvico ou tromboflebite pélvica séptica, necessitando de investigação por imagem e, possivelmente, ajuste do tratamento.
Os sinais clássicos incluem febre (geralmente >38°C) surgindo após as primeiras 24h pós-parto, dor em hipogástrio com útero subinvoluído e amolecido à palpação, e loquiação purulenta ou com odor fétido.
O tratamento padrão-ouro é a associação intravenosa de Clindamicina (para cobrir anaeróbios) e Gentamicina (para cobrir Gram-negativos). Este esquema oferece ampla cobertura para a flora polimicrobiana ascendente do trato genital.
O diagnóstico diferencial inclui infecção do trato urinário (ITU), mastite, infecção da ferida operatória e tromboflebite pélvica séptica. A localização da dor, características da loquiação e ausência de sinais em outros sistemas (mamas, ferida, sintomas urinários) ajudam a confirmar a endometrite.
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