Endometrite Puerperal: Diagnóstico, Sepse e Tratamento Urgente

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2023

Enunciado

Primípara, 24 anos de idade, quarto dia de pós- parto vaginal, queixando-se de febre e dor pélvica há 24 horas. Ao exame físico: PA= 110/70 mmHg, febril (temperatura axilar= 39 °C); abdome plano, normotenso e indolor; conteúdo vaginal com odor fétido; útero doloroso a mobilização e colo pérvio para 1 cm. Considerando o diagnóstico mais provável, a principal complicação e a conduta mais correta dentre as opções abaixo são:

Alternativas

  1. A) sepse e iniciar antibioticoterapia de amplo espectro imediatamente.
  2. B) hemorragia uterina e introdução de balão intra-uterino.
  3. C) hemorragia uterina e introdução de misoprostol retal.
  4. D) sepse e realizar histerectomia puerperal.
  5. E) mastite e ordenha de ambas as mamas.

Pérola Clínica

Febre + dor pélvica + lóquios fétidos pós-parto → Endometrite puerperal → Risco de sepse → ATB amplo espectro imediato.

Resumo-Chave

O quadro clínico de febre, dor pélvica, útero doloroso e lóquios fétidos no pós-parto é altamente sugestivo de endometrite puerperal, que pode rapidamente evoluir para sepse. A conduta mais urgente e correta é iniciar antibioticoterapia de amplo espectro imediatamente para cobrir os patógenos polimicrobianos envolvidos e prevenir a progressão da infecção.

Contexto Educacional

A infecção puerperal, especialmente a endometrite, é uma das principais causas de morbimortalidade materna no pós-parto. Caracteriza-se por febre, dor pélvica, útero doloroso à palpação e, frequentemente, lóquios fétidos. O diagnóstico é clínico e a suspeita deve ser alta em puérperas com esses sintomas, especialmente nos primeiros dias após o parto. A principal e mais temida complicação da endometrite puerperal é a sepse, uma condição grave que exige reconhecimento e tratamento imediatos. A sepse puerperal pode evoluir rapidamente para choque séptico e falência de múltiplos órgãos, sendo crucial a intervenção precoce para melhorar o prognóstico materno. A conduta mais correta e urgente é a instituição de antibioticoterapia de amplo espectro por via parenteral, cobrindo bactérias Gram-positivas, Gram-negativas e anaeróbios, que são os patógenos mais comuns em infecções pélvicas pós-parto. A escolha do esquema antibiótico deve ser baseada nos padrões de resistência locais e na gravidade do quadro clínico, visando erradicar a infecção e prevenir a progressão para sepse grave.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas da endometrite puerperal?

Os principais sinais e sintomas da endometrite puerperal incluem febre (geralmente acima de 38°C), dor pélvica, útero doloroso à palpação e lóquios com odor fétido ou purulentos. Pode haver também taquicardia e mal-estar geral.

Qual a principal complicação da endometrite puerperal não tratada?

A principal e mais grave complicação da endometrite puerperal não tratada é a sepse puerperal, que pode evoluir para choque séptico, falência de múltiplos órgãos e, em casos extremos, óbito materno.

Qual a conduta inicial para uma puérpera com suspeita de sepse puerperal?

A conduta inicial para uma puérpera com suspeita de sepse puerperal é iniciar imediatamente antibioticoterapia de amplo espectro por via parenteral, cobrindo Gram-positivos, Gram-negativos e anaeróbios, além de suporte hemodinâmico e monitorização intensiva.

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