Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2022
No tocante à infecções puerperais:
Endometrite puerperal = infecção polimicrobiana, frequentemente de origem vaginal/intestinal.
A endometrite puerperal é a infecção mais comum no puerpério, caracterizada por ser polimicrobiana, envolvendo bactérias da flora vaginal e intestinal. O tratamento empírico deve cobrir um amplo espectro de patógenos.
A infecção puerperal é uma das principais causas de morbimortalidade materna globalmente, sendo a endometrite a forma mais comum. Define-se por febre de 38°C ou mais em duas ou mais ocasiões após as primeiras 24 horas do parto, nas primeiras 10 dias pós-parto, excluindo outras causas. Sua importância clínica reside na necessidade de reconhecimento precoce e tratamento adequado para prevenir complicações graves como sepse e abscesso pélvico. A fisiopatologia da endometrite puerperal envolve a ascensão de bactérias da flora vaginal e intestinal para o endométrio, que está vulnerável após o parto. Fatores de risco incluem cesariana, trabalho de parto prolongado, ruptura prolongada de membranas, múltiplos toques vaginais, retenção de restos placentários e anemia. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado na presença de febre, dor pélvica e útero doloroso. A suspeita deve ser alta em puérperas com febre inexplicada. O tratamento da endometrite puerperal é baseado em antibioticoterapia de amplo espectro, geralmente intravenosa, para cobrir a natureza polimicrobiana da infecção. Esquemas comuns incluem clindamicina associada a um aminoglicosídeo (como gentamicina). A melhora clínica geralmente ocorre em 48-72 horas. O prognóstico é bom com tratamento precoce, mas atrasos podem levar a complicações sérias, como abscesso pélvico, peritonite e sepse, exigindo atenção contínua à resposta terapêutica.
Os principais sinais e sintomas incluem febre (>38°C), dor abdominal ou pélvica, secreção vaginal purulenta e útero subinvoluído e doloroso à palpação. A febre é um sintoma cardinal e esperado.
A infecção puerperal, especialmente a endometrite, é polimicrobiana porque envolve bactérias da flora vaginal e intestinal que ascendem ao útero. Patógenos comuns incluem estreptococos, estafilococos, enterobactérias e anaeróbios.
A conduta inicial envolve internação hospitalar, coleta de culturas (se possível) e início imediato de antibioticoterapia empírica de amplo espectro, cobrindo gram-positivos, gram-negativos e anaeróbios, como clindamicina e gentamicina.
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