PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2026
Você atende na Unidade de Pronto Atendimento uma paciente primípara de 40 anos, ela está no 150 dia pós parto e queixa se de sangramento vaginal com odor fétido, febre não aferida e mal estar geral. Está em amamentação exclusiva e seu pré natal não teve intercorrências. No parto, teve rotura prematura de membranas e ficou 18 horas em trabalho de parto. Ela não tem doenças e não faz uso de medicações. Ao exame físico apresenta hipocorada ++/+++, T=390C, FC=100bpm, PA = 100X70mmHg. Mamas ingurgitadas, pele sem hiperemia, expressão láctea. Abdome doloroso à palpação com útero amolecido e palpado na altura da cicatriz umbilical, lóquios serossanguinolento e com odor fétido, Toque com útero doloroso à mobilização. Com base no diagnóstico clínico, qual o tratamento é mais adequado para a paciente?
Infecção puerperal tardia (febre, lóquios fétidos, útero doloroso) → Clindamicina + Gentamicina = cobertura anaeróbica e gram-negativa.
O esquema Clindamicina + Gentamicina é a escolha padrão para endometrite puerperal, oferecendo ampla cobertura contra bactérias anaeróbicas e Gram-negativas, que são os principais patógenos envolvidos. A apresentação tardia e a história de RPMO e TP prolongado aumentam o risco de infecção.
A endometrite puerperal é uma infecção do endométrio que ocorre no período pós-parto, sendo uma das principais causas de morbidade materna. Embora mais comum nos primeiros dias pós-parto, pode se manifestar tardiamente, como no caso apresentado, exigindo alta suspeição clínica. A história de rotura prematura de membranas e trabalho de parto prolongado são fatores de risco significativos para o desenvolvimento dessa condição. O tratamento da endometrite puerperal é primariamente com antibioticoterapia intravenosa de amplo espectro, visando cobrir os principais patógenos, incluindo bactérias anaeróbias e Gram-negativas. A combinação de Clindamicina e Gentamicina é um regime amplamente recomendado devido à sua eficácia comprovada e cobertura adequada. É fundamental iniciar o tratamento prontamente para prevenir complicações mais graves, como sepse ou abscesso pélvico.
Fatores de risco incluem rotura prematura de membranas, trabalho de parto prolongado, cesariana, múltiplos toques vaginais, corioamnionite, restos placentários e anemia materna.
A endometrite puerperal geralmente se manifesta com febre (acima de 38°C), dor abdominal ou pélvica, útero doloroso à palpação, lóquios fétidos ou purulentos e mal-estar geral.
Essa combinação é eficaz porque a Clindamicina cobre anaeróbios (comuns em infecções pélvicas) e Gram-positivos, enquanto a Gentamicina cobre Gram-negativos, proporcionando um espectro amplo e sinérgico contra os patógenos mais prováveis.
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