SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2015
A endometriose é definida pela presença de glândulas e estroma endometriais fora da cavidade uterina, sendo associada a duas situações clínicas principais: dor pélvica e/ou infertilidade. Em relação aos métodos de diagnóstico e tratamento da endometriose, está INCORRETO afirmar que:
Endometriose: AINEs + estrogênio cíclico é tratamento INCORRETO, pois estrogênio estimula lesões.
O estrogênio é o principal fator de crescimento para as lesões endometrióticas. Portanto, qualquer tratamento que inclua estrogênio cíclico não seria eficiente para a endometriose, e sim contraproducente, pois estimularia a doença.
A endometriose é uma doença crônica caracterizada pela presença de tecido endometrial funcional fora da cavidade uterina, afetando cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva. Manifesta-se principalmente por dor pélvica crônica, dismenorreia, dispareunia e infertilidade, impactando significativamente a qualidade de vida. O diagnóstico da endometriose é complexo. Embora a suspeita clínica seja forte, a confirmação definitiva é histopatológica, obtida por biópsia durante a videolaparoscopia, que é considerada o padrão-ouro. Métodos de imagem como a ressonância nuclear magnética são valiosos para mapear lesões profundas, enquanto o CA-125 sérico é mais útil para monitoramento da resposta ao tratamento do que para diagnóstico inicial. O tratamento da endometriose é individualizado e pode incluir manejo da dor com AINEs, terapia hormonal (progestagênios, análogos de GnRH com Add-Back Therapy, contraceptivos orais contínuos) para suprimir o crescimento do endométrio ectópico, e cirurgia para remover as lesões. É crucial entender que o estrogênio estimula a doença, portanto, tratamentos que o incluam de forma cíclica são contraindicados.
A ressonância nuclear magnética é particularmente útil para diagnosticar a endometriose profunda, avaliando a extensão e localização das lesões em órgãos como intestino e bexiga.
A videolaparoscopia permite a visualização direta das lesões, a biópsia para confirmação histopatológica e o tratamento cirúrgico no mesmo procedimento, sendo o padrão-ouro diagnóstico e terapêutico.
A Add-Back Therapy consiste na associação de baixas doses de estrogênio e progesterona aos análogos de GnRH, para mitigar os efeitos colaterais do hipoestrogenismo induzido pelos análogos, como perda óssea e sintomas vasomotores.
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