Endometriose Profunda: Quando Indicar Ressecção Segmentar?

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Beatriz, 34 anos, nuligesta, com desejo de gestação há 2 anos, apresenta quadro de dor pélvica crônica incapacitante (Escala Visual Analógica 9/10), com piora progressiva nos últimos 18 meses. Relata dismenorreia severa, dispareunia de profundidade e disquezia cíclica acompanhada de episódios esporádicos de hematoquezia durante o período menstrual. Já realizou tratamento clínico prévio com anticoncepcional combinado oral e, nos últimos 12 meses, utilizou dienogeste 2 mg/dia de forma contínua, mantendo-se em amenorreia, porém sem melhora significativa da dor e com agravamento dos sintomas intestinais (sensação de evacuação incompleta e afilamento das fezes). Ao exame físico, apresenta útero retrovertido e fixo, com nodularidade dolorosa palpável em fundo de saco posterior e espessamento de ligamentos uterossacrais. A ressonância magnética de pelve revelou foco de endometriose profunda retrocervical medindo 4,2 cm no maior eixo, com infiltração da parede anterior do reto, acometendo a camada muscular e submucosa, atingindo cerca de 55% da circunferência da alça intestinal, localizada a 7 cm da borda anal. Não há evidência de hidronefrose ou lesões em íleo terminal. Diante da falha do tratamento clínico e da extensão da lesão, a conduta mais adequada é:

Alternativas

  1. A) Ressecção segmentar do reto via laparoscópica com anastomose colorretal primária.
  2. B) Substituição do tratamento hormonal por análogo do GnRH com terapia de 'add-back'.
  3. C) Tratamento cirúrgico conservador por meio da técnica de 'shaving' retal laparoscópico.
  4. D) Encaminhamento imediato para fertilização in vitro (FIV), postergando a abordagem da lesão intestinal.

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