CCG - Centro de Cirurgia Geral (MS) — Prova 2021
A endometriose atinge cerca de 10% a 15% da população feminina brasileira. É uma doença que compromete a qualidade de vida por ser causa de dor e infertilidade. A respeito da endometriose, é correto afirmar:
Endometriose profunda + desejo reprodutivo → cirurgia indicada, independente da idade.
Em pacientes com endometriose profunda e desejo reprodutivo, a cirurgia é frequentemente a melhor opção para remover os focos de doença, melhorar a dor e otimizar as chances de gravidez, pois o tratamento clínico com análogos de GnRH, por exemplo, não é compatível com a concepção.
A endometriose é uma doença crônica caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, afetando cerca de 10-15% das mulheres em idade reprodutiva. É uma condição complexa que causa dor pélvica crônica, dismenorreia, dispareunia e infertilidade, impactando significativamente a qualidade de vida. O diagnóstico é clínico e por imagem, sendo a confirmação histopatológica o padrão-ouro. O manejo da endometriose depende dos sintomas, localização da doença e desejo reprodutivo da paciente. Em casos de endometriose profunda associada à infertilidade, a cirurgia é frequentemente a primeira linha de tratamento para remover os focos da doença, restaurar a anatomia pélvica e melhorar as taxas de gravidez. Essa abordagem é válida independentemente da idade da paciente, desde que haja desejo reprodutivo. Tratamentos clínicos, como análogos de GnRH, progestagênios e contraceptivos hormonais combinados, são eficazes no controle da dor, mas não são compatíveis com a concepção. A fertilização in vitro (FIV) é uma opção para infertilidade associada à endometriose, e a remoção prévia de endometriomas bilaterais grandes deve ser cuidadosamente avaliada devido ao risco de reduzir a reserva ovariana. A endometriose, por si só, é um fator de risco para baixa reserva ovariana.
O tratamento cirúrgico é indicado para remover os implantes de endometriose profunda, aliviar a dor e melhorar as chances de gravidez espontânea ou assistida, especialmente quando há comprometimento de órgãos ou infertilidade.
Não, análogos de GnRH induzem um estado de hipoestrogenismo e suprimem a ovulação, sendo incompatíveis com o desejo reprodutivo durante o tratamento. Eles são usados para controle da dor em pacientes sem desejo de engravidar.
Sim, a endometriose ovariana, especialmente os endometriomas, pode comprometer a reserva ovariana devido à inflamação crônica, danos ao tecido ovariano e potencial lesão durante a remoção cirúrgica.
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