Hospital Unimed-Rio (RJ) — Prova 2021
Mulher, 40 anos de idade, com dor pélvica acíclica, dismenorreia progressiva, dispareunia de profundidade, dor ao defecar e dor ao urinar durante o período menstrual. Ao exame físico, foram evidenciados nódulos dolorosos em fundo de saco vaginal durante o toque bimanual. Qual é a principal suspeita diagnóstica com base nos dados clínicos apresentados?
Dismenorreia progressiva + dispareunia profunda + dor cíclica intestinal/urinária + nódulos em fundo de saco → Endometriose profunda.
A endometriose profunda é caracterizada pela presença de tecido endometrial fora do útero, infiltrando órgãos como intestino, bexiga ou ligamentos uterossacros. Os sintomas são cíclicos e progressivos, incluindo dor pélvica crônica, dismenorreia intensa, dispareunia de profundidade e sintomas disfuncionais de órgãos adjacentes ao útero, como dor ao defecar ou urinar durante a menstruação.
A endometriose é uma doença crônica caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, causando uma reação inflamatória crônica. A endometriose profunda é uma forma mais grave da doença, onde as lesões penetram mais de 5 mm na superfície peritoneal ou envolvem órgãos como intestino, bexiga, ureteres ou ligamentos uterossacros. É uma das principais causas de dor pélvica crônica em mulheres em idade reprodutiva. Os sintomas são variados e muitas vezes incapacitantes, incluindo dismenorreia progressiva (dor menstrual que piora com o tempo), dor pélvica acíclica, dispareunia de profundidade (dor durante a relação sexual profunda) e sintomas cíclicos relacionados aos órgãos afetados, como disquezia (dor ao defecar) e disúria (dor ao urinar) durante a menstruação. A dor pode ser severa e impactar significativamente a qualidade de vida da paciente. O exame físico ginecológico é fundamental na suspeita de endometriose profunda. A presença de nódulos dolorosos, espessamento ou fixação em fundo de saco vaginal, ligamentos uterossacros ou septo retovaginal são achados altamente sugestivos. Embora o diagnóstico definitivo seja histopatológico, a combinação de uma história clínica detalhada e um exame físico cuidadoso, complementados por exames de imagem como ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal ou ressonância magnética, são essenciais para o manejo e planejamento terapêutico.
Os sintomas clássicos incluem dismenorreia progressiva e intensa, dor pélvica crônica acíclica, dispareunia de profundidade, dor ao defecar (disquezia) e dor ao urinar (disúria) predominantemente durante o período menstrual.
Nódulos dolorosos ou espessamento no fundo de saco vaginal ao toque bimanual são achados altamente sugestivos de endometriose profunda, indicando a presença de implantes endometrióticos nos ligamentos uterossacros ou no septo retovaginal.
O diagnóstico é clínico, mas a confirmação definitiva é histopatológica. Exames de imagem como ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal ou ressonância magnética pélvica são cruciais para mapear as lesões e planejar o tratamento.
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