UFCG/HUAC - Hospital Universitário Alcides Carneiro - Campina Grande (PB) — Prova 2020
MMM, 28 anos, é uma bem-sucedida enfermeira em Campina Grande. Especializou- se em auditoria e tem uma empresa que auxilia médicos no credenciamento de convênios e faturamento de contas das clínicas e consultórios. Ela não tem queixas, mas tem dificuldade para engravidar. Durante a propedêutica para a infertilidade, uma ultrassonografia demonstra-se normal, mas a ressonância nuclear magnética mostra um espessamento do ligamento redondo direito e uma área espessada retrouterina, contígua à parede anterior do reto. O próximo passo para investigação diagnóstica dessa paciente deve ser:
RNM sugestiva de endometriose profunda em infertilidade → videolaparoscopia diagnóstica e terapêutica.
A ressonância magnética pélvica é um exame de imagem valioso para a suspeita de endometriose profunda, especialmente quando há achados como espessamento de ligamentos ou nódulos. No contexto de infertilidade e achados sugestivos, a videolaparoscopia é o padrão ouro para confirmação diagnóstica e tratamento da endometriose.
A endometriose é uma doença crônica caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, afetando cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva e até 50% das mulheres com infertilidade. A endometriose profunda, que acomete estruturas a mais de 5mm da superfície peritoneal, é particularmente desafiadora devido à sua associação com dor intensa e infertilidade. A suspeita clínica é fundamental, baseada em sintomas como dismenorreia, dispareunia e dor pélvica crônica. O diagnóstico da endometriose profunda frequentemente envolve exames de imagem como a ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e a ressonância magnética pélvica. Estes exames podem identificar lesões nodulares, espessamentos ligamentares e endometriomas, fornecendo pistas importantes para a localização e extensão da doença. No entanto, o diagnóstico definitivo requer a visualização direta das lesões e confirmação histopatológica, que é obtida através da videolaparoscopia. A videolaparoscopia não é apenas diagnóstica, mas também terapêutica, permitindo a excisão ou ablação das lesões endometrióticas. Em pacientes com infertilidade, a remoção das lesões pode melhorar as chances de concepção. É crucial que o procedimento seja realizado por cirurgiões experientes, devido à complexidade das lesões e ao risco de complicações, especialmente quando há envolvimento de órgãos como o intestino ou o trato urinário.
Achados como espessamento de ligamentos uterossacros, nódulos retovaginais, acometimento de septo retovaginal ou parede intestinal, e endometriomas ovarianos são sugestivos de endometriose profunda na ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal ou ressonância magnética pélvica.
A videolaparoscopia é considerada o padrão ouro para o diagnóstico definitivo da endometriose, permitindo a visualização direta das lesões, biópsia para confirmação histopatológica e, muitas vezes, o tratamento cirúrgico no mesmo tempo operatório, o que é crucial em casos de infertilidade.
As manifestações clínicas incluem dor pélvica crônica, dismenorreia intensa, dispareunia de profundidade, dor à evacuação (disquezia), dor ao urinar (disúria) e infertilidade, variando conforme a localização das lesões.
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