SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2023
O diagnóstico de dor pélvica crônica é desafiador e apresenta etiologia multifatorial. No exame de toque vaginal de uma mulher de 23 anos, que se queixa de Dor Pélvica Crônica, identificam-se espessamento em região retrocervical, deslocamento do colo uterino com encurtamento unilateral e diminuição da mobilidade uterina. A principal hipótese diagnóstica, nesse caso, é:
Endometriose profunda → espessamento retrocervical, colo deslocado, útero hipomóvel ao toque vaginal.
A endometriose profunda é uma causa comum de dor pélvica crônica, e seus achados ao toque vaginal, como nódulos retrocervicais e útero fixo, são altamente sugestivos. Esses sinais indicam a presença de implantes endometrióticos infiltrando tecidos mais profundos, como o septo retovaginal.
A endometriose profunda é uma forma grave da doença, caracterizada pela infiltração de tecido endometrial em profundidade maior que 5 mm abaixo do peritônio, afetando órgãos como o septo retovaginal, intestino e bexiga. É uma causa significativa de dor pélvica crônica e infertilidade, impactando a qualidade de vida de milhões de mulheres. O diagnóstico precoce é fundamental para um manejo adequado. A fisiopatologia envolve a implantação e crescimento de tecido endometrial ectópico, que responde aos estímulos hormonais cíclicos, causando inflamação, fibrose e aderências. O exame físico, especialmente o toque vaginal, é uma ferramenta diagnóstica poderosa, revelando achados como nódulos dolorosos, espessamento dos ligamentos uterossacros e fixação uterina, que são altamente sugestivos da doença. A suspeita clínica é o primeiro passo para o diagnóstico. O tratamento da endometriose profunda pode ser clínico, com terapia hormonal para suprimir o crescimento dos implantes, ou cirúrgico, com a excisão completa das lesões. A escolha depende da gravidade dos sintomas, localização das lesões e desejo de gestação da paciente. O manejo multidisciplinar é frequentemente necessário para abordar a complexidade da doença e suas manifestações.
Os principais achados incluem espessamento ou nódulos em região retrocervical, deslocamento do colo uterino, encurtamento unilateral dos fórnices e diminuição da mobilidade uterina.
A dor é causada pela inflamação crônica e pela infiltração dos implantes endometrióticos em nervos e órgãos pélvicos, como ligamentos uterossacros, septo retovaginal e intestino.
A ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e a ressonância magnética da pelve são exames de imagem que podem auxiliar na confirmação e mapeamento das lesões profundas.
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