HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2021
Qual a melhor propedêutica para o mapeamento das lesões pélvicas na endometriose profunda?
Endometriose profunda → USG transvaginal com preparo intestinal é a melhor propedêutica inicial para mapeamento de lesões.
A ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal é o método de imagem de escolha para o mapeamento da endometriose profunda, pois permite uma visualização detalhada das lesões infiltrativas no septo retovaginal, intestino e bexiga, com alta sensibilidade e especificidade.
A endometriose profunda é uma forma grave da doença caracterizada pela infiltração de tecido endometrial em profundidade (>5 mm) em órgãos como o septo retovaginal, intestino, bexiga e ligamentos uterossacros. É uma condição crônica e debilitante que afeta a qualidade de vida das mulheres, causando dor pélvica crônica, dismenorreia intensa, dispareunia profunda e infertilidade. O diagnóstico preciso é crucial para um planejamento terapêutico adequado. A propedêutica para endometriose profunda evoluiu significativamente. Embora o exame físico ginecológico possa levantar suspeitas, especialmente com a palpação de nódulos no fundo de saco, a ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal (USG TV com PI) é atualmente considerada o método de imagem de primeira linha para o mapeamento não invasivo das lesões. Este exame, quando realizado por um profissional experiente, possui alta acurácia na detecção de nódulos infiltrativos, endometriomas e adenomiose. A ressonância magnética pélvica é uma alternativa ou complemento, especialmente em casos de lesões extensas ou para planejamento cirúrgico complexo. O tratamento da endometriose profunda pode ser clínico (hormonal) ou cirúrgico, dependendo da gravidade dos sintomas, localização das lesões e desejo de gravidez. A cirurgia laparoscópica é frequentemente indicada para a excisão completa das lesões, aliviando a dor e melhorando a fertilidade. A escolha da propedêutica e do tratamento deve ser individualizada, considerando a extensão da doença e as expectativas da paciente.
O preparo intestinal reduz o conteúdo fecal e gasoso, melhorando a visualização das paredes intestinais e do septo retovaginal, permitindo a detecção precisa de nódulos de endometriose profunda que podem ser confundidos com alças intestinais.
A ressonância magnética pélvica é uma excelente ferramenta complementar, especialmente para lesões mais complexas, endometriomas ovarianos ou em pacientes que não podem realizar a USG transvaginal, oferecendo uma visão mais ampla da pelve.
Sim, a videolaparoscopia é o padrão-ouro para o diagnóstico definitivo e tratamento cirúrgico da endometriose profunda, permitindo a biópsia e a excisão das lesões. No entanto, não é o método de imagem inicial para mapeamento.
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