Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2025
Uma mulher de 32 anos procura atendimento médico com queixa de dor pélvica crônica que se intensifica durante o período menstrual. Ela relata dismenorreia intensa desde a adolescência, descrita como uma dor pulsante e progressiva que tem prejudicado suas atividades diárias. Nos últimos meses, refere dispareunia profunda e episódios de urgência miccional e hematúria durante o ciclo menstrual. Durante o exame físico, observa-se sensibilidade ao toque na região dos ligamentos úterossacros, útero móvel indolor e discreto aumento da consistência uterina. Trouxe hemograma normal e ressonância magnética da pelve com espessamento irregular dos ligamentos uterossacros, com áreas de infiltração de 7 mm ou mais de profundidade no retroperitônio, bem como espessamento da parede vesical posterior com lesão nodular de 1,5 cm, associada a edema circundante. A alternativa correta quanto ao diagnóstico é:
Dismenorreia intensa, dispareunia profunda, sintomas urinários cíclicos + RM com lesões profundas → Endometriose Pélvica Profunda.
O quadro clínico com dismenorreia intensa, dispareunia profunda e sintomas urinários cíclicos (urgência miccional, hematúria) associado a achados de ressonância magnética de espessamento de ligamentos uterossacros e lesão nodular vesical é altamente sugestivo de endometriose pélvica profunda, que requer abordagem multidisciplinar.
A endometriose pélvica profunda é uma forma grave da doença caracterizada pela infiltração do tecido endometrial em profundidade maior que 5 mm abaixo do peritônio, afetando órgãos como ligamentos uterossacros, septo retovaginal, intestino e bexiga. É uma condição crônica e debilitante que afeta milhões de mulheres em idade reprodutiva, impactando significativamente sua qualidade de vida. A fisiopatologia envolve a implantação e crescimento de tecido endometrial ectópico, que responde a estímulos hormonais, causando inflamação, fibrose e dor. O diagnóstico é desafiador e baseia-se na história clínica detalhada, com sintomas como dismenorreia intensa, dispareunia profunda, dor pélvica crônica e sintomas cíclicos urinários ou intestinais. O exame físico pode revelar nódulos ou sensibilidade nos ligamentos uterossacros. A ressonância magnética da pelve é o método de imagem de escolha para mapear as lesões profundas. O tratamento da endometriose pélvica profunda é complexo e frequentemente requer uma abordagem multidisciplinar, envolvendo terapia hormonal, manejo da dor e, em muitos casos, cirurgia para excisão das lesões. A cirurgia deve ser realizada por equipes experientes devido à complexidade anatômica e ao risco de complicações, visando a remoção completa das lesões para alívio dos sintomas e, quando aplicável, preservação da fertilidade.
Os sintomas incluem dismenorreia intensa e progressiva, dor pélvica crônica não cíclica, dispareunia profunda, e sintomas cíclicos gastrointestinais (disquesia, dor à evacuação) ou urinários (disúria, urgência, hematúria).
A ressonância magnética é um exame de imagem de alta sensibilidade e especificidade para identificar lesões de endometriose profunda, especialmente em ligamentos uterossacros, septo retovaginal, intestino e bexiga, auxiliando no planejamento terapêutico.
Devido à complexidade das lesões, que podem envolver múltiplos órgãos (intestino, bexiga, ureteres), o manejo da endometriose profunda frequentemente exige a colaboração de ginecologistas, cirurgiões gerais, urologistas e especialistas em dor para otimizar o tratamento e os resultados.
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