UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2025
Sobre a endometriose pélvica, assinale a alternativa INCORRETA.
Progestagênios para endometriose não são totalmente equivalentes; alguns são mais estudados e eficazes que outros.
A alternativa D está incorreta porque, embora desogestrel, dienogest e drospirenona sejam progestagênios usados no tratamento da endometriose, eles não são totalmente equivalentes em termos de evidência e eficácia para essa condição. O dienogest, por exemplo, possui evidências mais robustas e é amplamente recomendado para o manejo da dor associada à endometriose.
A endometriose pélvica é uma condição crônica e complexa, caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, afetando milhões de mulheres em idade reprodutiva. Manifesta-se principalmente por dor pélvica crônica, dismenorreia, dispareunia e infertilidade, impactando significativamente a qualidade de vida. O diagnóstico é frequentemente desafiador e o tratamento exige uma abordagem individualizada, considerando os sintomas, o desejo de gravidez e a extensão da doença. O tratamento da endometriose pode ser clínico ou cirúrgico. O tratamento clínico visa controlar a dor e inibir o crescimento dos implantes, utilizando principalmente terapias hormonais que induzem um estado de hipoestrogenismo ou progestagênico. Análogos do GnRH são potentes, mas seu uso prolongado é limitado pelos efeitos colaterais da menopausa. Progestagênios, como o dienogest, são amplamente utilizados e eficazes no controle da dor, sendo o dienogest um dos mais estudados e com boas evidências. Anticoncepcionais orais combinados, usados de forma contínua, também são uma opção para suprimir a proliferação endometrial e aliviar os sintomas. A cirurgia por videolaparoscopia é indicada para diagnóstico, remoção de implantes e endometriomas, especialmente os maiores. Em relação à infertilidade, a fertilização in vitro (FIV) pode ser uma opção, mas não é a primeira escolha para todas as pacientes com endometriose, devendo ser avaliada individualmente. É crucial desmistificar que todos os progestagênios são equivalentes; embora muitos sejam eficazes, existem diferenças em evidências e perfis de efeito, sendo o dienogest um dos mais recomendados para a endometriose. O tratamento deve ser mantido por tempo indeterminado enquanto houver sintomas e desejo de controle da doença.
Os análogos de GnRH induzem um estado de hipoestrogenismo, suprimindo o crescimento dos implantes endometrióticos e aliviando a dor. Seu uso é geralmente limitado no tempo devido aos efeitos colaterais relacionados à menopausa.
A videolaparoscopia é indicada para diagnóstico definitivo, remoção de implantes endometrióticos, tratamento de endometriomas maiores que 3-5 cm, e em casos de dor refratária ao tratamento clínico ou infertilidade associada.
O uso contínuo de anticoncepcionais orais combinados (sem pausa) visa suprimir a ovulação e a proliferação endometrial, reduzindo a dor e o crescimento dos implantes, ao manter um ambiente hormonal mais estável e com menor flutuação estrogênica.
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