IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2023
Uma das doenças mais prevalentes na mulher, durante o período reprodutivo, é a endometriose pélvica. Existem várias teorias etiopatogênicas e diversas possibilidades de tratamentos. Em relação a essa afecção, assinale a alternativa correta.
Endometriose: tratamento hormonal inclui análogos e antagonistas do GnRH para suprimir estrogênio.
A endometriose é uma doença estrogênio-dependente. O tratamento hormonal visa suprimir a produção de estrogênio, e tanto os análogos quanto os antagonistas do GnRH são eficazes nesse objetivo, induzindo um estado de hipoestrogenismo.
A endometriose pélvica é uma condição crônica caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, causando dor pélvica crônica, dismenorreia, dispareunia e infertilidade. Sua etiopatogenia é multifatorial, com a teoria da menstruação retrógrada sendo a mais aceita, embora fatores genéticos, imunológicos e ambientais também desempenhem um papel. A doença é estrogênio-dependente, o que orienta muitas das abordagens terapêuticas. O diagnóstico da endometriose é clínico, baseado nos sintomas, e pode ser complementado por exames de imagem como ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal ou ressonância magnética. O padrão-ouro para o diagnóstico definitivo ainda é a laparoscopia com biópsia. A sintomatologia da endometriose profunda é frequentemente mais intensa e impactante na qualidade de vida do que a da endometriose superficial. O tratamento da endometriose pode ser clínico, cirúrgico ou uma combinação de ambos. As terapias hormonais visam suprimir o crescimento do tecido endometrial ectópico, principalmente através da indução de um estado de hipoestrogenismo. Análogos e antagonistas do GnRH são opções eficazes, pois modulam a secreção de gonadotrofinas pela hipófise, diminuindo a produção ovariana de estrogênio. Outras opções incluem progestagênios e anticoncepcionais combinados. O objetivo do tratamento é aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida, pois a doença é crônica e pode recorrer.
Ambos induzem um estado de hipoestrogenismo. Análogos do GnRH causam uma supressão inicial e posterior dessensibilização dos receptores hipofisários, enquanto antagonistas do GnRH bloqueiam diretamente esses receptores, resultando em diminuição da produção de estrogênio pelos ovários.
Os efeitos colaterais são principalmente relacionados ao hipoestrogenismo, como ondas de calor, secura vaginal, diminuição da densidade mineral óssea e alterações de humor. A terapia "add-back" pode ser usada para mitigar esses sintomas.
A endometriose é uma doença crônica e não tem cura definitiva. O tratamento visa controlar os sintomas, reduzir as lesões e melhorar a qualidade de vida, mas as lesões podem recorrer após a interrupção da terapia.
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