Endometriose Pélvica: Opções de Tratamento Hormonal

IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2023

Enunciado

Uma das doenças mais prevalentes na mulher, durante o período reprodutivo, é a endometriose pélvica. Existem várias teorias etiopatogênicas e diversas possibilidades de tratamentos. Em relação a essa afecção, assinale a alternativa correta. 

Alternativas

  1. A) Cerca de 90% das pacientes com endometriose têm útero retrovertido.
  2. B) A sintomatologia na endometriose profunda é cerca de quatro vezes maior que a da endometriose superficial. 
  3. C) O uso de anticoncepcionais com estrogênio é contraindicado, pois esse hormônio estimula os focos ectópicos da doença.
  4. D) Essa afecção pode ser tratada com análogo e antagonista do GnRH.
  5. E) Nesses casos, a paciente é considerada curada quando, após cinco anos de tratamento, torna-se assintomática. 

Pérola Clínica

Endometriose: tratamento hormonal inclui análogos e antagonistas do GnRH para suprimir estrogênio.

Resumo-Chave

A endometriose é uma doença estrogênio-dependente. O tratamento hormonal visa suprimir a produção de estrogênio, e tanto os análogos quanto os antagonistas do GnRH são eficazes nesse objetivo, induzindo um estado de hipoestrogenismo.

Contexto Educacional

A endometriose pélvica é uma condição crônica caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, causando dor pélvica crônica, dismenorreia, dispareunia e infertilidade. Sua etiopatogenia é multifatorial, com a teoria da menstruação retrógrada sendo a mais aceita, embora fatores genéticos, imunológicos e ambientais também desempenhem um papel. A doença é estrogênio-dependente, o que orienta muitas das abordagens terapêuticas. O diagnóstico da endometriose é clínico, baseado nos sintomas, e pode ser complementado por exames de imagem como ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal ou ressonância magnética. O padrão-ouro para o diagnóstico definitivo ainda é a laparoscopia com biópsia. A sintomatologia da endometriose profunda é frequentemente mais intensa e impactante na qualidade de vida do que a da endometriose superficial. O tratamento da endometriose pode ser clínico, cirúrgico ou uma combinação de ambos. As terapias hormonais visam suprimir o crescimento do tecido endometrial ectópico, principalmente através da indução de um estado de hipoestrogenismo. Análogos e antagonistas do GnRH são opções eficazes, pois modulam a secreção de gonadotrofinas pela hipófise, diminuindo a produção ovariana de estrogênio. Outras opções incluem progestagênios e anticoncepcionais combinados. O objetivo do tratamento é aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida, pois a doença é crônica e pode recorrer.

Perguntas Frequentes

Como os análogos e antagonistas do GnRH atuam no tratamento da endometriose?

Ambos induzem um estado de hipoestrogenismo. Análogos do GnRH causam uma supressão inicial e posterior dessensibilização dos receptores hipofisários, enquanto antagonistas do GnRH bloqueiam diretamente esses receptores, resultando em diminuição da produção de estrogênio pelos ovários.

Quais são os principais efeitos colaterais dos análogos e antagonistas do GnRH?

Os efeitos colaterais são principalmente relacionados ao hipoestrogenismo, como ondas de calor, secura vaginal, diminuição da densidade mineral óssea e alterações de humor. A terapia "add-back" pode ser usada para mitigar esses sintomas.

A endometriose pode ser curada?

A endometriose é uma doença crônica e não tem cura definitiva. O tratamento visa controlar os sintomas, reduzir as lesões e melhorar a qualidade de vida, mas as lesões podem recorrer após a interrupção da terapia.

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