PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2020
Podem ser consideradas como fatores de risco para desenvolvimento de endometriose pélvica as situações incluídas na alternativa:
Endometriose → Fatores de risco incluem histórico familiar (irmã) e menarca precoce.
A endometriose é uma condição multifatorial, mas fatores genéticos e hormonais precoces, como a menarca precoce, são bem estabelecidos como aumentadores do risco. O histórico familiar sugere uma predisposição genética importante.
A endometriose pélvica é uma doença crônica caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, afetando milhões de mulheres em idade reprodutiva. É uma condição complexa e multifatorial, com etiologia ainda não totalmente compreendida, mas que envolve fatores genéticos, imunológicos e hormonais. A compreensão de seus fatores de risco é crucial para a suspeição diagnóstica. Entre os fatores de risco bem estabelecidos, destacam-se o histórico familiar de endometriose (especialmente em parentes de primeiro grau, como irmãs ou mães), a menarca precoce, ciclos menstruais curtos, sangramento menstrual intenso e prolongado, e anomalias uterinas que dificultam o fluxo menstrual. A menarca precoce, por exemplo, aumenta o número de ciclos menstruais ao longo da vida, expondo o tecido endometrial a mais estímulos estrogênicos. O diagnóstico da endometriose é frequentemente tardio devido à inespecificidade dos sintomas, que incluem dor pélvica crônica, dismenorreia intensa, dispareunia e infertilidade. O tratamento é individualizado e pode envolver manejo da dor, terapia hormonal para suprimir o crescimento do endométrio ectópico e, em alguns casos, cirurgia para remover as lesões. A identificação precoce dos fatores de risco pode auxiliar na suspeição e no encaminhamento para investigação adequada.
O principal fator de risco genético é ter um parente de primeiro grau (mãe ou irmã) com endometriose, o que aumenta significativamente a chance de desenvolver a doença.
A menarca precoce aumenta o tempo de exposição do endométrio aos ciclos menstruais e estrogênio, o que é um fator de risco para o desenvolvimento e progressão da endometriose.
Fatores protetores incluem multiparidade, lactação prolongada e, em alguns estudos, o tabagismo (embora o tabagismo tenha outros malefícios à saúde).
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