SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2021
Jovem de 28 anos chega ao ambulatório de ginecologia se queixando de dificuldade de engravidar há dois anos, sem métodos contraceptivos. Informa apresentar cólicas moderadas a intensas no período catamenial, de forma progressiva há cinco anos. Os ciclos menstruais são irregulares desde os 25 anos de idade. Realizou uma videolaparoscopia com cromotubagem que foi normal.Assinale a alternativa CORRETA para esse caso.
Endometriose → inflamação pélvica → disovulia + infertilidade.
A endometriose, mesmo com laparoscopia aparentemente normal (lesões mínimas podem ser subestimadas ou não visíveis), pode causar infertilidade por mecanismos inflamatórios que afetam a ovulação, a captação do óvulo e a implantação. A dismenorreia progressiva e a irregularidade menstrual são fortes indicativos.
A endometriose é uma condição crônica caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, afetando milhões de mulheres em idade reprodutiva. Sua prevalência em pacientes com infertilidade pode chegar a 50%. A doença é uma das principais causas de dor pélvica crônica, dismenorreia progressiva e dispareunia, além de ser um fator significativo de infertilidade. A fisiopatologia da infertilidade na endometriose é multifatorial e complexa. Envolve alterações anatômicas (aderências, distorção da anatomia pélvica), disfunção tubária, alterações na qualidade oocitária e embrionária, e um ambiente peritoneal inflamatório. A inflamação crônica, mediada por citocinas e prostaglandinas, pode levar à disovulia, prejudicando a foliculogênese e a liberação do óvulo. O diagnóstico definitivo da endometriose é histopatológico, mas a suspeita clínica é fundamental. A história de dismenorreia progressiva, dispareunia e infertilidade é altamente sugestiva. Exames de imagem como ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e ressonância magnética podem identificar lesões maiores, como endometriomas. A videolaparoscopia, embora invasiva, permite a visualização direta das lesões e a biópsia, mas lesões mínimas podem ser imperceptíveis. O tratamento visa aliviar a dor e melhorar a fertilidade, podendo incluir manejo clínico ou cirúrgico.
Os principais sintomas incluem dismenorreia progressiva (cólica menstrual que piora com o tempo), dor pélvica crônica, dispareunia (dor na relação sexual) e ciclos menstruais irregulares, além da própria dificuldade de engravidar.
A endometriose cria um ambiente inflamatório na pelve, com aumento de citocinas e prostaglandinas. Essa inflamação pode levar à disovulia, prejudicando a foliculogênese e a liberação do óvulo, além de afetar a função tubária e a receptividade endometrial.
Não necessariamente. Lesões mínimas de endometriose podem ser difíceis de visualizar ou a doença pode afetar a função reprodutiva sem lesões macroscópicas evidentes. A suspeita clínica baseada nos sintomas é fundamental, mesmo com exames normais.
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