HVV - Hospital Vaz Monteiro - Lavras (MG) — Prova 2024
Paciente, 32 anos, sexo feminino, apresenta dor pélvica crônica, dismenorreia e infertilidade. Ela foi diagnosticada com endometriose após uma avaliação clínica detalhada. Nesse contexto, dadas as seguintes afirmações sobre a endometriose, é CORRETO afirmar:
Endometriose: lesões respondem a hormônios ovarianos → inflamação local intensa na menstruação.
A endometriose é caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, que mantém sua funcionalidade. Isso significa que as lesões ectópicas respondem aos ciclos hormonais, proliferando e sangrando, o que desencadeia uma forte resposta inflamatória local, especialmente durante o período menstrual, causando dor e outros sintomas.
A endometriose é uma doença crônica caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio fora da cavidade uterina, afetando cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva. É uma condição clinicamente relevante devido ao seu impacto significativo na qualidade de vida das pacientes, manifestando-se principalmente por dor pélvica crônica, dismenorreia, dispareunia e infertilidade. A compreensão de sua epidemiologia e prevalência é fundamental para a suspeita diagnóstica precoce. A fisiopatologia da endometriose é multifatorial, envolvendo a teoria da menstruação retrógrada, fatores genéticos, imunológicos e inflamatórios. As lesões endometrióticas são estrogênio-dependentes e respondem aos estímulos hormonais do ciclo menstrual, proliferando e sangrando, o que leva a uma intensa resposta inflamatória local. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado nos sintomas, e pode ser complementado por exames de imagem como ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal ou ressonância magnética, que auxiliam na identificação das lesões. O tratamento da endometriose é individualizado e visa aliviar a dor, melhorar a qualidade de vida e, quando desejado, restaurar a fertilidade. As opções incluem terapia hormonal (contraceptivos orais combinados, progestagênios, análogos de GnRH) para suprimir o crescimento das lesões e cirurgia para remover os implantes. A histerectomia é uma opção para casos refratários e quando a paciente não deseja mais engravidar, mas não é o tratamento inicial ou único. É crucial que residentes compreendam a abordagem multidisciplinar e as diversas modalidades terapêuticas disponíveis.
Os sintomas mais comuns da endometriose incluem dor pélvica crônica, dismenorreia (cólica menstrual intensa), dispareunia (dor durante a relação sexual) e infertilidade. A intensidade dos sintomas não se correlaciona diretamente com a extensão das lesões.
A endometriose pode causar infertilidade por diversos mecanismos, incluindo distorção da anatomia pélvica, formação de aderências, inflamação crônica que afeta a qualidade dos óvulos e espermatozoides, e alterações na receptividade endometrial.
As lesões endometrióticas são sensíveis aos hormônios ovarianos, especialmente o estrogênio. Durante o ciclo menstrual, essas lesões proliferam e sangram, assim como o endométrio uterino, desencadeando uma resposta inflamatória local que contribui para a dor e outros sintomas.
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