Endometriose: Entenda a Teoria da Metaplasia Celômica

SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2021

Enunciado

A endometriose é uma doença progressiva que se não tratada corretamente, acometerá órgãos adjacentes. Pode ser causa de dor pélvica crônica e infertilidade. Em relação a esta doença é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) O marcador sérico mais fidedigno para diagnóstico e seguimento da doença é a proteína sérica amiloide. 
  2. B) Existem várias teorias que tentam explicar a endometriose. Pela teoria da metaplasia celomica, a presença do tecido endometrial fora da cavidade endometrial deve-se à transformação do epitélio ovariano ou do mesotélio peritoneal em endométrio.
  3. C) A doença acomete mais precocemente pacientes multíparas e cuja menarca aconteceu mais tardiamente.
  4. D) A confirmação diagnóstica é feita pela história clínica e pelo achado de espessamento em fundo de saco posterior ao exame de toque vaginal.

Pérola Clínica

Endometriose: Teoria da metaplasia celômica explica a transformação de células peritoneais em endométrio ectópico.

Resumo-Chave

A endometriose é uma doença complexa com múltiplas teorias etiopatogênicas. A teoria da metaplasia celômica postula que o epitélio celômico (peritoneal e ovariano) tem a capacidade de se transformar em tecido endometrial, explicando a presença de endométrio fora da cavidade uterina.

Contexto Educacional

A endometriose é uma doença crônica caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, afetando milhões de mulheres em idade reprodutiva. É uma das principais causas de dor pélvica crônica, dismenorreia, dispareunia e infertilidade, impactando significativamente a qualidade de vida das pacientes. Existem várias teorias para explicar a fisiopatologia da endometriose. A teoria da menstruação retrógrada (Sampson) sugere que células endometriais viáveis são transportadas pelas tubas uterinas para a cavidade peritoneal durante a menstruação. A teoria da metaplasia celômica, abordada na questão, postula que o epitélio celômico (que dá origem ao peritônio e aos ovários) pode se diferenciar em tecido endometrial. Outras teorias incluem a disseminação linfática ou hematogênica e a teoria imunológica. O diagnóstico definitivo da endometriose é histopatológico, geralmente obtido por biópsia durante uma laparoscopia. Exames de imagem como ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e ressonância magnética podem auxiliar na identificação de lesões. O tratamento é individualizado e pode incluir analgésicos, terapia hormonal para suprimir o crescimento endometrial e cirurgia para remover os implantes. É crucial que residentes e profissionais de saúde compreendam a complexidade da doença e suas diversas manifestações para oferecer um manejo adequado e multidisciplinar.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais teorias que tentam explicar a endometriose?

As principais teorias incluem a teoria da menstruação retrógrada (Sampson), a teoria da metaplasia celômica, a teoria da disseminação linfática ou hematogênica e a teoria da indução ou imunológica. Nenhuma delas, isoladamente, explica todos os casos.

O que a teoria da metaplasia celômica propõe sobre a endometriose?

A teoria da metaplasia celômica propõe que o epitélio celômico, que reveste a cavidade peritoneal e os ovários, tem a capacidade de se transformar em tecido endometrial sob certos estímulos, resultando na formação de implantes de endometriose.

Qual o marcador sérico mais fidedigno para diagnóstico e seguimento da endometriose?

Não existe um marcador sérico fidedigno e específico para o diagnóstico e seguimento da endometriose. O CA-125 pode estar elevado em casos avançados, mas não é específico e não é usado para diagnóstico definitivo. O diagnóstico de certeza é histopatológico, geralmente por biópsia durante laparoscopia.

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