Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2021
Paciente, 29 anos, solteira, nulípara, queixa-se de dismenorreia intensa há cerca de três anos. Ao exame físico, nota-se, ao toque, um nódulo endurecido e doloroso no fundo vaginal posterior e diminuição da mobilidade uterina. A ultrassonografia transvaginal não apresentou alterações. A dosagem de CA125 também não apresentou alterações. Inativa sexualmente no momento. Nega uso de medicações contraceptivas hormonais. Nesse caso clínico o diagnóstico e a conduta inicial para essa paciente é:
Dismenorreia intensa + nódulo doloroso fundo vaginal + USG normal → suspeita endometriose profunda; RM pelve + contraceptivo hormonal.
A endometriose deve ser fortemente suspeitada em mulheres jovens com dismenorreia intensa e achados ao exame físico como nódulos dolorosos no fundo de saco e diminuição da mobilidade uterina, mesmo com ultrassonografia transvaginal e CA125 normais. A ressonância magnética da pelve é um exame complementar valioso para avaliar endometriose profunda, e o tratamento inicial frequentemente envolve contraceptivos hormonais combinados para controle da dor.
A endometriose é uma doença crônica caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, afetando cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva. É uma das principais causas de dor pélvica crônica, dismenorreia e infertilidade. A endometriose profunda, em particular, pode causar sintomas mais severos e achados específicos ao exame físico, como nódulos dolorosos no fundo de saco e fixação uterina. O diagnóstico da endometriose é desafiador e frequentemente atrasado. A suspeita clínica é fundamental, baseada na história de dor pélvica cíclica ou crônica e achados do exame físico. Embora a ultrassonografia transvaginal seja o exame de primeira linha, sua sensibilidade para endometriose profunda pode ser limitada. Nesses casos, a ressonância magnética da pelve com protocolo específico para endometriose é um exame complementar de grande valor, permitindo o mapeamento preciso das lesões e auxiliando no planejamento terapêutico. O CA125 não é um marcador diagnóstico confiável para endometriose. O tratamento da endometriose visa o alívio da dor e a preservação da fertilidade. A conduta inicial para o controle da dor frequentemente envolve terapia hormonal, como contraceptivos hormonais combinados ou progestagênios, que induzem atrofia do tecido endometrial ectópico. Em casos refratários ou com comprometimento de órgãos, a cirurgia pode ser indicada. O manejo deve ser individualizado, considerando a gravidade dos sintomas, o desejo de gravidez e a extensão da doença.
Sinais e sintomas incluem dismenorreia intensa, dor pélvica crônica, dispareunia profunda, dor à evacuação ou micção cíclica, e ao exame físico, nódulos dolorosos no fundo de saco vaginal e diminuição da mobilidade uterina.
A ultrassonografia transvaginal pode ser normal em casos de endometriose superficial ou em lesões de endometriose profunda que não são facilmente visualizadas sem preparo intestinal específico ou por um examinador experiente em mapeamento de endometriose.
A conduta inicial envolve o alívio da dor, frequentemente com contraceptivos hormonais combinados ou progestagênios. A investigação pode ser complementada com ressonância magnética da pelve para mapear a extensão da doença.
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