FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2020
Paciente com 30 anos, tentando engravidar há 2 anos, com queixa de dismenorreia e dispareunia. Em relação à principal hipótese diagnóstica, pode-se afirmar que
Endometriose (infertilidade + dismenorreia + dispareunia) → Maior risco de gestação ectópica devido à distorção tubária.
A endometriose é a principal hipótese para infertilidade, dismenorreia e dispareunia. A inflamação crônica e as aderências causadas pela endometriose podem distorcer a anatomia tubária, aumentando o risco de gestação ectópica.
A endometriose é uma doença crônica caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, afetando milhões de mulheres em idade reprodutiva. Os sintomas clássicos incluem dismenorreia intensa, dispareunia, dor pélvica crônica e infertilidade, como apresentado no caso. A infertilidade é uma das principais queixas, e a dificuldade em engravidar por dois anos, juntamente com a dor, aponta fortemente para essa condição. A relação entre endometriose e infertilidade é multifatorial, envolvendo distorção anatômica pélvica, aderências, inflamação crônica, disfunção ovulatória e alterações na receptividade endometrial. Além disso, a endometriose está associada a um risco aumentado de gestação ectópica. Isso ocorre porque as aderências e a inflamação nas tubas uterinas podem comprometer sua motilidade e estrutura, dificultando a passagem do óvulo fertilizado e favorecendo sua implantação fora do útero. O diagnóstico definitivo da endometriose é feito por videolaparoscopia com biópsia, embora exames de imagem como ultrassonografia transvaginal e ressonância magnética possam sugerir o diagnóstico e mapear as lesões. O CA-125 pode estar elevado, mas não possui alta especificidade para o diagnóstico. O tratamento pode ser clínico (analgésicos, hormônios) ou cirúrgico, visando aliviar a dor, melhorar a qualidade de vida e, em alguns casos, restaurar a fertilidade.
Os sintomas clássicos da endometriose incluem dismenorreia (dor menstrual intensa), dispareunia (dor durante a relação sexual), dor pélvica crônica não cíclica e infertilidade. Outros sintomas podem variar dependendo da localização das lesões.
A endometriose pode causar inflamação crônica, aderências e distorções anatômicas nas tubas uterinas, prejudicando o transporte do óvulo fertilizado para o útero. Essa alteração da motilidade e da estrutura tubária favorece a implantação do embrião fora do útero, resultando em gestação ectópica.
A videolaparoscopia é considerada o padrão-ouro para o diagnóstico definitivo da endometriose, permitindo a visualização direta das lesões e a biópsia para confirmação histopatológica. Além disso, permite o tratamento cirúrgico das lesões, aderências e cistos, melhorando a dor e, em alguns casos, a fertilidade.
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