São Leopoldo Mandic - Faculdade de Medicina (SP) — Prova 2023
A teoria da “metástase benigna” sugere que a presença da patologia X em órgãos distantes como pulmão e cérebro pode surgir após disseminação linfática e hematogênica. A patologia X seria:
Endometriose → "Metástase benigna" por disseminação linfática/hematogênica para pulmão/cérebro.
A endometriose é caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina. Embora classicamente associada à pelve, a teoria da "metástase benigna" explica a ocorrência de endometriose em locais distantes como pulmões e cérebro, sugerindo disseminação via vasos linfáticos e sanguíneos, semelhante à metástase de tumores malignos, mas sem o caráter neoplásico.
A endometriose é uma doença crônica caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio fora da cavidade uterina, afetando cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva. Embora a localização pélvica seja a mais comum, a doença pode ocorrer em sítios extrapélvicos, por vezes distantes, o que levou ao desenvolvimento de diversas teorias para explicar sua fisiopatologia. Entre as teorias, destaca-se a da "metástase benigna", que sugere que as células endometriais podem se disseminar através de vias linfáticas e hematogênicas, de maneira similar à metástase de tumores malignos. Essa teoria é crucial para entender a ocorrência de endometriose em órgãos como pulmões e cérebro, onde os implantes endometrióticos podem causar sintomas cíclicos relacionados ao ciclo menstrual, como hemoptise ou convulsões catameniais. Para residentes e estudantes, o conhecimento da endometriose extrapélvica e suas teorias de disseminação é fundamental para um diagnóstico diferencial abrangente, especialmente em casos de sintomas atípicos. A suspeita clínica é essencial, pois o tratamento e o manejo desses casos podem ser complexos e exigir uma abordagem multidisciplinar.
Essa teoria postula que células endometriais podem se disseminar para locais distantes do útero através da circulação linfática e hematogênica, de forma análoga à metástase de células malignas. Isso explica a presença de implantes endometrióticos em órgãos como pulmões, cérebro e outros sítios extrapélvicos.
Além dos órgãos pélvicos, a endometriose pode afetar o trato gastrointestinal (especialmente reto e sigmoide), o trato urinário (bexiga, ureteres), o diafragma, a parede abdominal (cicatrizes cirúrgicas), e, mais raramente, pulmões, pleura, cérebro e pele. Os sintomas variam conforme o local.
A endometriose pulmonar pode se manifestar com sintomas cíclicos relacionados ao ciclo menstrual, como hemoptise catamenial (tosse com sangue), pneumotórax catamenial, derrame pleural catamenial ou nódulos pulmonares. O diagnóstico é desafiador e requer alta suspeição clínica.
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