HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2021
O local mais comum de endometriose extrapélvica é:
Endometriose extrapélvica mais comum = trato gastrintestinal, especialmente intestino grosso e apêndice.
Embora a endometriose seja classicamente pélvica, ela pode ocorrer em diversos locais fora da pelve. O trato gastrintestinal é o sítio extrapélvico mais comum, sendo o intestino grosso (reto-sigmoide) e o apêndice os locais mais frequentemente acometidos, causando sintomas como dor abdominal cíclica, disquesia e sangramento retal cíclico.
A endometriose é uma doença crônica caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, afetando cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva. Embora classicamente associada à pelve, a endometriose pode ocorrer em locais extrapélvicos, o que muitas vezes dificulta o diagnóstico e atrasa o tratamento. O reconhecimento dessas apresentações atípicas é fundamental para o médico residente. Entre os locais extrapélvicos, o trato gastrintestinal é o mais frequentemente acometido, respondendo por cerca de 5-12% dos casos de endometriose. As áreas mais comuns são o reto-sigmoide, seguido pelo apêndice, íleo terminal e ceco. Os sintomas gastrointestinais cíclicos, como dor abdominal, disquesia, sangramento retal e alterações do hábito intestinal durante a menstruação, devem levantar a suspeita de endometriose intestinal. Outros locais incluem o trato urinário (bexiga, ureteres), diafragma, pulmões (causando pneumotórax catamenial) e, raramente, locais mais distantes como cérebro ou pele. O diagnóstico da endometriose extrapélvica requer alta suspeição clínica e pode envolver exames de imagem avançados, como ressonância magnética com protocolo específico para endometriose, e, em muitos casos, a confirmação histopatológica por biópsia. O tratamento pode incluir manejo da dor, terapia hormonal para suprimir o crescimento do tecido endometrial e, em casos selecionados, cirurgia para excisão das lesões, especialmente em casos de obstrução ou sintomas refratários.
O trato gastrintestinal é o local extrapélvico mais comum, especialmente o intestino grosso (reto-sigmoide), seguido pelo apêndice e intestino delgado. Outros locais incluem o trato urinário (bexiga, ureteres), diafragma, pulmões e, mais raramente, cérebro ou pele.
A endometriose intestinal pode causar dor abdominal cíclica, disquesia (dor ao evacuar), constipação, diarreia, sangramento retal cíclico (especialmente durante a menstruação) e, em casos graves, obstrução intestinal. Os sintomas tendem a piorar no período menstrual.
O diagnóstico de endometriose extrapélvica é desafiador e muitas vezes tardio. Baseia-se na história clínica detalhada (sintomas cíclicos), exame físico, exames de imagem como ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal, ressonância magnética pélvica e abdominal. A confirmação definitiva é histopatológica, obtida por biópsia durante laparoscopia ou cirurgia.
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