Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2020
Diversas teorias tentam explicar a etiopatogenia da endometriose, já que células endometriais viáveis são encontradas na cavidade pélvica em mulheres sem a doença. Dentre essas teorias, pode-se citar que mulheres com endometriose devem ter:
Endometriose: disfunção imune, com ↓ citotoxicidade das células Natural-Killer (NK), favorece implantação de endométrio ectópico.
Embora a menstruação retrógrada seja comum, a endometriose se desenvolve em mulheres com disfunção imunológica, como a diminuição da atividade citotóxica das células Natural-Killer (NK). Essas células são responsáveis por eliminar células endometriais ectópicas, e sua falha permite a implantação e crescimento da doença.
A endometriose é uma doença crônica caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, afetando milhões de mulheres em idade reprodutiva. Sua etiopatogenia é multifatorial e complexa, e diversas teorias tentam explicar por que algumas mulheres desenvolvem a doença enquanto outras não, mesmo com a ocorrência de menstruação retrógrada. A teoria imunológica é uma das mais aceitas, postulando que uma disfunção no sistema imune permite a sobrevivência e implantação das células endometriais ectópicas. Especificamente, a diminuição da citotoxicidade das células Natural-Killer (NK) é um achado consistente em mulheres com endometriose, pois essas células são cruciais na eliminação de células anormais. Além disso, o ambiente peritoneal em pacientes com endometriose é caracterizado por um estado inflamatório crônico, com aumento de citocinas pró-inflamatórias e fatores angiogênicos que promovem o crescimento das lesões. A compreensão dessas complexas interações imunológicas é vital para o desenvolvimento de novas abordagens diagnósticas e terapêuticas, e para que residentes possam oferecer um manejo abrangente e atualizado para suas pacientes.
A menstruação retrógrada, onde o sangue menstrual flui para a cavidade pélvica, é uma teoria central. No entanto, ela ocorre em muitas mulheres sem endometriose, sugerindo que outros fatores, como a disfunção imunológica, são necessários para a implantação e crescimento das células endometriais ectópicas.
As células NK são parte do sistema imune inato e são responsáveis por identificar e destruir células anormais, incluindo as células endometriais ectópicas. Em mulheres com endometriose, há evidências de diminuição da citotoxicidade das células NK, permitindo que essas células sobrevivam e se implantem na cavidade peritoneal.
Além da disfunção das células NK, a endometriose está associada a um ambiente peritoneal inflamatório, com aumento da secreção de citocinas e fatores de crescimento por macrófagos. Também pode haver resistência à progesterona no tecido endometrial ectópico e alterações na angiogênese, favorecendo a proliferação e sobrevivência das lesões.
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