HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2022
Todas as alternativas abaixo estão correta, EXCETO:
Teoria de Sampson = menstruação retrógrada. Metaplasia celômica = transformação de células peritoneais. Não confundir!
A teoria mais aceita para a patogênese da endometriose é a de Sampson (menstruação retrógrada), onde células endometriais viáveis se implantam fora do útero. A teoria da metaplasia celômica, por outro lado, sugere a transformação de células peritoneais em tecido endometrial. É crucial diferenciar essas duas teorias.
A endometriose é uma condição crônica caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, afetando milhões de mulheres e impactando significativamente sua qualidade de vida e fertilidade. A patogênese da endometriose é multifatorial e ainda não totalmente compreendida, com diversas teorias propostas. A teoria mais amplamente aceita é a de Sampson, ou teoria da menstruação retrógrada, que postula que células endometriais viáveis são transportadas através das tubas uterinas para a cavidade peritoneal durante a menstruação, onde se implantam e crescem. Em contraste, a teoria da metaplasia celômica (de Meyer) sugere que células peritoneais pluripotentes se transformam em tecido endometrial sob estímulos hormonais, inflamatórios ou ambientais. É fundamental não confundir essas duas teorias. Além da patogênese, a endometriose pode alterar o desenvolvimento oocitário, a embriogênese e a implantação embrionária, contribuindo para a infertilidade. A endometriose profunda, definida por lesões que invadem mais de 5mm, está associada a sintomas graves como dor pélvica crônica, dispareunia profunda e disquezia, mesmo em casos de endometriose superficial. O conhecimento aprofundado dessas teorias e manifestações é crucial para o diagnóstico e manejo adequado da doença.
As principais teorias são a de Sampson (menstruação retrógrada), a da metaplasia celômica (transformação de células peritoneais) e a da disseminação linfática ou hematogênica.
A endometriose pode causar infertilidade por diversos mecanismos, como distorção anatômica das tubas, inflamação pélvica, alterações na qualidade oocitária, na função espermática e na receptividade endometrial.
A endometriose profunda é definida por lesões que invadem mais de 5mm na superfície peritoneal ou atingem a camada muscular de órgãos. Os sintomas incluem dor pélvica crônica, dispareunia profunda, dismenorreia intensa, disquezia e disúria.
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