Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2020
Frente à suspeita clínica de endometriose, o exame padrão ouro é:
Endometriose: Padrão ouro = videolaparoscopia com biópsia e confirmação histológica.
Embora exames de imagem como ultrassonografia transvaginal e ressonância magnética sejam úteis para a suspeita e estadiamento da endometriose, o diagnóstico definitivo requer a visualização direta das lesões e a confirmação histopatológica. A videolaparoscopia permite a inspeção detalhada da cavidade pélvica e a coleta de amostras para biópsia.
A endometriose é uma doença crônica caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, afetando cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva. É uma das principais causas de dor pélvica crônica, dismenorreia e infertilidade, impactando significativamente a qualidade de vida das pacientes. O diagnóstico precoce e preciso é fundamental para um manejo adequado e para evitar a progressão da doença. A fisiopatologia da endometriose é complexa e multifatorial, envolvendo teorias como a menstruação retrógrada, metaplasia celômica e disseminação linfática ou hematogênica. A suspeita clínica é baseada nos sintomas e achados do exame físico. Embora exames de imagem como a ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e a ressonância magnética sejam valiosos para identificar lesões e estadiar a doença, eles não são definitivos. O tratamento da endometriose pode ser clínico, com uso de analgésicos e terapias hormonais para controle dos sintomas, ou cirúrgico, para remoção das lesões. A videolaparoscopia com biópsia e confirmação histológica é considerada o padrão ouro para o diagnóstico definitivo, pois permite a visualização direta das lesões e a coleta de material para análise histopatológica, confirmando a presença de glândulas e estroma endometrial fora do útero.
Os principais sintomas da endometriose incluem dor pélvica crônica, dismenorreia intensa, dispareunia, dor ao evacuar ou urinar, e infertilidade. A intensidade dos sintomas não se correlaciona diretamente com a extensão da doença.
A videolaparoscopia permite a visualização direta das lesões endometrióticas, sua localização e extensão, além da coleta de biópsias para confirmação histológica, que é crucial para o diagnóstico definitivo.
Exames de imagem como a ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e a ressonância magnética são úteis para identificar lesões suspeitas, especialmente endometriomas ovarianos e endometriose profunda, auxiliando na suspeita clínica e no planejamento cirúrgico.
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