UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2020
A endometriose é uma doença muito prevalente nas mulheres, causando dor e infertilidade. No tratamento da algia pélvica associada à endometriose, o medicamento que não pode ser utilizado é o(a)
Clomifeno induz ovulação → contraindicado na endometriose, pois estimula crescimento do tecido ectópico.
O clomifeno é um indutor de ovulação, utilizado no tratamento da infertilidade em pacientes anovulatórias. Na endometriose, a estimulação ovariana e o aumento dos níveis de estrogênio podem agravar a doença e a dor, tornando-o contraindicado para o tratamento da algia pélvica associada.
A endometriose é uma condição crônica caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, afetando cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva. Causa dor pélvica crônica, dismenorreia, dispareunia e infertilidade, impactando significativamente a qualidade de vida. O tratamento visa aliviar a dor, reduzir o tamanho das lesões e, em alguns casos, melhorar a fertilidade. A fisiopatologia da endometriose está ligada à dependência estrogênica do tecido ectópico. Por isso, a maioria dos tratamentos medicamentosos foca na supressão ovariana e na redução dos níveis de estrogênio. Anticoncepcionais orais combinados, progestágenos (como a gestrinona), análogos de GnRH e inibidores da aromatase são exemplos de terapias hormonais eficazes para controlar a dor associada à endometriose. Em contraste, o clomifeno é um modulador seletivo do receptor de estrogênio (SERM) que atua como antiestrogênio no hipotálamo, mas estimula a liberação de gonadotrofinas, levando à indução da ovulação e, consequentemente, a um aumento nos níveis de estrogênio. Este aumento de estrogênio pode estimular o crescimento do tecido endometrial ectópico, agravando a doença e a dor. Portanto, o clomifeno é contraindicado para o tratamento da dor pélvica na endometriose e deve ser reservado para casos específicos de infertilidade sem dor significativa, onde os riscos são ponderados.
As opções incluem anticoncepcionais orais combinados, progestágenos (como a gestrinona), análogos de GnRH e inibidores da aromatase, todos visando suprimir o crescimento do tecido endometrial ectópico.
O clomifeno é um indutor de ovulação que aumenta os níveis de estrogênio, o que pode estimular o crescimento do tecido endometrial ectópico e piorar a dor e a progressão da doença.
Os análogos de GnRH induzem um estado de hipoestrogenismo temporário, semelhante à menopausa, suprimindo a produção ovariana de estrogênio e, consequentemente, o crescimento e a atividade do tecido endometrial ectópico.
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