PSU-ES - Processo Seletivo Unificado do Espírito Santo — Prova 2025
Paciente de 19 anos queixa-se de piora importante das cólicas menstruais nos últimos ciclos e dispareunia profunda. Relata parceiro fixo há 6 meses e informa uso de preservativo em todas as relações sexuais. A última menstruação foi há 15 dias. Os ciclos são regulares, de 28 em 28 dias, com duração de 5 dias e fluxo normal. Exame físico sem alterações. Realizada ultrassonografia transvaginal, sem alterações relevantes. Nesse contexto, assinale a alternativa que indica o diagnóstico MAIS provável.
Dismenorreia secundária + dispareunia profunda + USG normal → suspeitar de endometriose.
A endometriose é uma condição inflamatória crônica caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, causando dor pélvica, dismenorreia e dispareunia. A ultrassonografia transvaginal pode ser normal em casos de endometriose superficial ou em lesões pequenas, não excluindo o diagnóstico.
A endometriose é uma doença crônica caracterizada pela presença de tecido endometrial fora do útero, afetando cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva. É uma causa comum de dor pélvica crônica, dismenorreia secundária e dispareunia profunda, impactando significativamente a qualidade de vida e a fertilidade. A fisiopatologia envolve a implantação e crescimento de células endometriais ectópicas, que respondem aos hormônios ovarianos, causando inflamação e dor. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história e exame físico, com exames de imagem como a ultrassonografia transvaginal e ressonância magnética auxiliando na detecção de lesões mais extensas. No entanto, um exame de imagem normal não exclui a doença. O tratamento da endometriose é individualizado e pode incluir analgésicos, terapia hormonal para suprimir o crescimento do tecido endometrial (como contraceptivos orais contínuos, progestagênios ou análogos de GnRH) e cirurgia para remover as lesões. O manejo visa aliviar a dor, melhorar a qualidade de vida e preservar a fertilidade, sendo crucial uma abordagem multidisciplinar.
Os sintomas clássicos incluem dismenorreia secundária progressiva, dispareunia profunda, dor pélvica crônica e, em alguns casos, infertilidade.
A ultrassonografia transvaginal pode não detectar lesões superficiais ou pequenas, especialmente quando não há endometriomas ou comprometimento de órgãos.
O principal diferencial é a adenomiose, que também causa dismenorreia e pode ter dispareunia, mas geralmente com útero aumentado e doloroso.
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