UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2015
Em relação à endometriose, é CORRETO afirmar que
Teoria da metaplasia celômica = epitélio ovariano/peritoneal se transforma em endométrio ectópico.
A teoria da metaplasia celômica é uma das hipóteses etiopatogênicas da endometriose, explicando a presença de tecido endometrial ectópico pela transformação de células mesoteliais. O CA 125 pode estar elevado, mas não é patognomônico nem se correlaciona diretamente com a severidade da doença.
A endometriose é uma doença crônica caracterizada pela presença de tecido endometrial funcional fora da cavidade uterina, causando dor pélvica, dismenorreia, dispareunia e infertilidade. Sua etiopatogenia é multifatorial e ainda não totalmente compreendida, com diversas teorias propostas. A teoria da metaplasia celômica sugere que células do epitélio ovariano ou do mesotélio peritoneal podem se transformar em tecido endometrial sob estímulos hormonais ou inflamatórios. Outras teorias importantes incluem a menstruação retrógrada (teoria de Sampson), que postula o refluxo de sangue menstrual contendo células endometriais viáveis através das tubas uterinas para a cavidade peritoneal, e a disseminação linfática ou hematogênica. O diagnóstico definitivo é histopatológico, obtido por laparoscopia. Embora o CA 125 possa estar elevado em casos de endometriose, ele não é um marcador diagnóstico específico nem se correlaciona diretamente com o grau de severidade da doença, sendo mais útil no seguimento de pacientes com doença avançada. A anamnese e o exame físico são cruciais, mas a confirmação requer visualização direta e biópsia.
As principais teorias incluem a menstruação retrógrada (Sampson), a metaplasia celômica, a disseminação linfática ou hematogênica, e a teoria da indução, que sugere fatores humorais ou imunológicos que promovem a diferenciação endometrial.
O CA 125 pode estar elevado em casos de endometriose, especialmente em estágios avançados, mas não é específico nem patognomônico. Ele pode ser útil no seguimento de pacientes com doença conhecida, mas não para o diagnóstico inicial isoladamente.
Fatores de risco incluem menarca precoce, ciclos menstruais curtos, sangramento menstrual intenso, nuliparidade, história familiar de endometriose e anomalias uterinas que dificultam o fluxo menstrual.
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