UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2020
Paciente de 34 anos, nuligesta, vem acompanhada do marido para consulta. Relatam dificuldade para engravidar há 2 anos, a despeito de manterem relações sexuais regulares sem anticoncepção. Refere dismenorreia intensa desde a menarca, e que, no último ano, evoluiu com disquezia na fase menstrual. Nega cirurgias prévias. A principal hipótese diagnóstica para o quadro é:
Dismenorreia intensa + infertilidade + disquezia menstrual = forte suspeita de endometriose.
A endometriose é uma condição caracterizada pela presença de tecido endometrial fora do útero, causando dor pélvica crônica, dismenorreia, dispareunia e infertilidade. A disquezia menstrual é um sintoma chave de endometriose intestinal, reforçando a hipótese diagnóstica.
A endometriose é uma doença crônica e inflamatória caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio fora da cavidade uterina, afetando cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva. É uma das principais causas de dor pélvica crônica, dismenorreia severa e infertilidade, impactando significativamente a qualidade de vida das pacientes. A epidemiologia da endometriose é complexa, e o diagnóstico muitas vezes é tardio devido à inespecificidade dos sintomas e à normalidade do exame físico em muitos casos. A fisiopatologia envolve a teoria da menstruação retrógrada, onde células endometriais se implantam em locais ectópicos, proliferam e respondem aos hormônios ovarianos, causando sangramento cíclico e inflamação. A apresentação clínica típica inclui dismenorreia intensa e progressiva desde a menarca, dor pélvica crônica, dispareunia e infertilidade. Sintomas como disquezia (dor ao evacuar) ou disúria (dor ao urinar) durante o período menstrual sugerem envolvimento intestinal ou vesical, respectivamente, e são fortes indicadores de endometriose profunda. O tratamento da endometriose é individualizado e pode incluir manejo da dor (analgésicos, anti-inflamatórios), terapia hormonal para suprimir o crescimento dos implantes (ACO, progestágenos, análogos de GnRH) e cirurgia para remover as lesões, especialmente em casos de dor refratária, infertilidade ou endometriomas grandes. O prognóstico varia, mas o manejo adequado pode melhorar a qualidade de vida e as chances de gravidez.
Os sintomas clássicos incluem dismenorreia intensa e progressiva, dor pélvica crônica, dispareunia (dor durante a relação sexual), infertilidade e, dependendo da localização dos implantes, sintomas urinários ou intestinais cíclicos, como disquezia ou disúria menstrual.
A endometriose pode causar infertilidade por diversos mecanismos, incluindo distorção da anatomia pélvica (aderências), inflamação local que afeta a função ovariana e tubária, e alterações na qualidade dos óvulos e na receptividade endometrial.
O padrão-ouro para o diagnóstico definitivo de endometriose é a laparoscopia com biópsia e confirmação histopatológica dos implantes endometrióticos. Exames de imagem como ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e ressonância magnética podem sugerir o diagnóstico e mapear lesões.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo