HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2025
Diante de adolescente de 17 anos, com dismenorreia e episódios de dor pélvica acíclica, sem comorbidades, sexualmente ativa e sem desejo reprodutivo em curto prazo, com ultrassonografia com preparo intestinal para pesquisa de endometriose demonstrando discreto espessamento inespecífico de ligamentos uterossacros, qual é a melhor conduta?
Adolescente com suspeita clínica de endometriose → Iniciar tratamento empírico com contraceptivo hormonal combinado antes de investigação invasiva.
Em pacientes jovens com dor pélvica crônica e dismenorreia sugestivas de endometriose, a abordagem inicial recomendada é o tratamento clínico empírico com contraceptivos hormonais. A melhora dos sintomas com o tratamento corrobora o diagnóstico e evita procedimentos invasivos.
A endometriose é uma condição ginecológica crônica e inflamatória definida pela presença de tecido semelhante ao endométrio fora da cavidade uterina. Embora classicamente diagnosticada em mulheres adultas, sua prevalência em adolescentes com dor pélvica crônica e dismenorreia é significativa. O diagnóstico precoce é crucial para aliviar os sintomas, melhorar a qualidade de vida e potencialmente preservar a fertilidade futura. O diagnóstico em adolescentes é primariamente clínico, baseado em uma história detalhada de dismenorreia incapacitante, dor pélvica acíclica e falha terapêutica com anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). Exames de imagem, como a ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal, podem identificar lesões como endometriomas ou focos de endometriose profunda, mas um exame normal não exclui a doença. A laparoscopia, padrão-ouro para o diagnóstico, é um procedimento invasivo e não é recomendada como abordagem inicial. A conduta preferencial para adolescentes com suspeita clínica de endometriose e sem desejo reprodutivo imediato é o tratamento clínico empírico. A primeira linha terapêutica consiste no uso de contraceptivos hormonais combinados, preferencialmente de forma contínua para induzir amenorreia e suprimir o estímulo estrogênico sobre os implantes endometrióticos. A melhora da dor com essa abordagem corrobora o diagnóstico e serve como tratamento eficaz. A cirurgia é reservada para casos refratários ao tratamento clínico ou na presença de endometriomas volumosos.
Os sinais incluem dismenorreia severa e progressiva que não responde a AINEs, dor pélvica acíclica, dor à evacuação ou micção durante o período menstrual (disquezia e disúria cíclicas) e história familiar positiva para endometriose.
Ele atua suprimindo a ovulação e o crescimento do endométrio, o que leva à atrofia dos focos de endometriose e à redução da inflamação local. O uso contínuo, sem pausas, induz amenorreia e proporciona maior alívio da dor.
A RM é indicada no planejamento pré-operatório de endometriose profunda, para avaliar a extensão das lesões e o acometimento de órgãos adjacentes, ou quando a ultrassonografia com preparo intestinal é inconclusiva em casos complexos.
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