Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2026
Adolescente de 17 anos apresenta dor pélvica crônica, dismenorreia incapacitante e infertilidade futura suspeita. Exame físico: dor à mobilização uterina. Qual hipótese é mais provável?
Dismenorreia incapacitante + Dor à mobilização uterina = Endometriose.
A endometriose deve ser a principal suspeita em adolescentes com dor pélvica cíclica severa que não responde a analgésicos comuns, visando preservar a fertilidade futura.
A endometriose é definida pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, desencadeando uma resposta inflamatória crônica. Em adolescentes, a apresentação pode ser atípica, mas a dismenorreia que não cede a anti-inflamatórios é um marcador clínico forte. A fisiopatologia envolve a teoria da menstruação retrógrada associada a fatores genéticos e imunológicos. O diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações como aderências pélvicas e obstruções tubárias. O manejo clínico inicial geralmente envolve a supressão hormonal (anticoncepcionais combinados ou apenas progestagênios) para induzir amenorreia e reduzir o estímulo inflamatório nos focos ectópicos.
Os sintomas clássicos são os '6 Ds': Dismenorreia (dor menstrual), Dispareunia (dor na relação), Dor pélvica crônica, Disquezia (dor ao evacuar), Disúria (dor ao urinar) e Dificuldade para engravidar (infertilidade). Em adolescentes, a dismenorreia intensa que causa absenteísmo escolar é um sinal de alerta importante.
Embora a suspeita seja clínica e reforçada por exames de imagem (ultrassonografia com preparo intestinal ou ressonância magnética), o padrão-ouro para o diagnóstico definitivo e estadiamento ainda é a videolaparoscopia com biópsia das lesões suspeitas.
O tratamento visa o controle da dor, a melhora da qualidade de vida e a prevenção da progressão da doença para proteger a reserva ovariana e a anatomia pélvica, visando a preservação da fertilidade futura.
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