FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2015
Paciente de 20 anos, começou a menstruar aos 14 anos, relação sexual desde os 17 anos, com preservativo, passou por vários médicos devido às dores intensas no período menstrual e pós-menstruação, refere dispareunia de profundidade, sendo medicada com AINH apenas, com melhora leve. Qual é o diagnóstico MAIS provável?
Dismenorreia secundária progressiva + dispareunia de profundidade + dor pélvica crônica = forte suspeita de Endometriose.
A endometriose é uma condição caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina. A tríade clássica de sintomas inclui dismenorreia secundária (dor menstrual que piora com o tempo), dispareunia de profundidade e dor pélvica crônica, que são os sintomas apresentados pela paciente.
A endometriose é uma doença crônica e inflamatória caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio fora da cavidade uterina, afetando cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva. Sua etiologia exata ainda é incerta, mas a teoria da menstruação retrógrada é a mais aceita, onde células endometriais migram pelas tubas uterinas e se implantam em outros órgãos. A doença pode causar uma série de sintomas debilitantes, impactando significativamente a qualidade de vida. Os sintomas clássicos incluem dismenorreia secundária (dor menstrual que se inicia após um período de ciclos sem dor ou com dor leve, e que piora progressivamente), dispareunia de profundidade (dor durante ou após a relação sexual profunda), dor pélvica crônica não cíclica, e, em alguns casos, sintomas intestinais ou urinários cíclicos, além de infertilidade. A paciente do caso apresenta um quadro típico de dismenorreia intensa e progressiva, associada a dispareunia de profundidade e refratariedade a AINH, o que aponta fortemente para endometriose. O diagnóstico definitivo da endometriose é histopatológico, obtido por laparoscopia, mas a suspeita clínica é fundamental. Exames de imagem como ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e ressonância magnética podem auxiliar na identificação de lesões. O tratamento varia de analgésicos e terapia hormonal para suprimir o crescimento do tecido ectópico, até cirurgia para remover as lesões, visando alívio da dor e melhora da fertilidade.
Os principais sintomas da endometriose incluem dismenorreia secundária (dor menstrual progressiva), dispareunia de profundidade (dor durante a relação sexual), dor pélvica crônica, e, em alguns casos, sintomas intestinais ou urinários cíclicos, além de infertilidade.
A endometriose causa dor devido à inflamação e sangramento do tecido endometrial ectópico, que responde aos hormônios ovarianos. As lesões podem formar aderências e infiltrar nervos, resultando em dor pélvica crônica e dispareunia de profundidade.
A dismenorreia primária é funcional, sem causa orgânica, e geralmente melhora com AINH. A dor da endometriose (dismenorreia secundária) é orgânica, progressiva, associada a outros sintomas como dispareunia e dor pélvica crônica, e frequentemente refratária a analgésicos comuns.
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