SMS Foz do Iguaçu - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2024
Como é chamada a modificação no funcionamento normal do organismo, em que as células do tecido que reveste o útero, em vez de serem expulsas durante a menstruação, se movimentam no sentido oposto e caem nos ovários ou na cavidade abdominal, onde voltam a se multiplicar e a sangrar?
Endometriose = tecido endometrial ectópico que sangra, causando dor pélvica e infertilidade.
A endometriose é caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, que responde aos estímulos hormonais do ciclo menstrual, proliferando e sangrando. Isso leva a um processo inflamatório crônico, dor pélvica, dismenorreia e, frequentemente, infertilidade.
A endometriose é uma doença crônica caracterizada pela presença de tecido endometrial funcional fora da cavidade uterina, afetando cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva. É uma das principais causas de dor pélvica crônica e infertilidade, impactando significativamente a qualidade de vida das pacientes. A compreensão de sua fisiopatologia é crucial para o diagnóstico e manejo adequados. A teoria mais aceita para a endometriose é a da menstruação retrógrada, onde fragmentos de endométrio são transportados pelas tubas uterinas para a cavidade peritoneal durante a menstruação, implantando-se e proliferando. Esses implantes respondem aos hormônios ovarianos, sangrando ciclicamente e causando inflamação, fibrose e aderências. O diagnóstico é suspeitado clinicamente e confirmado por exames de imagem e, idealmente, por laparoscopia com biópsia. O tratamento da endometriose é individualizado e visa aliviar a dor, melhorar a fertilidade e prevenir a progressão da doença. Pode incluir terapia hormonal (anticoncepcionais orais, progestagênios, análogos de GnRH), analgésicos e cirurgia para remover os implantes. O prognóstico varia, mas o manejo multidisciplinar é fundamental para o controle dos sintomas e a melhoria da qualidade de vida.
Os principais sintomas incluem dor pélvica crônica, dismenorreia intensa, dispareunia, dor ao evacuar ou urinar durante a menstruação e infertilidade. A intensidade dos sintomas não se correlaciona diretamente com a extensão da doença.
O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas, e pode ser complementado por exames de imagem como ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal ou ressonância magnética. O diagnóstico definitivo é histopatológico, obtido por biópsia durante laparoscopia.
A teoria mais aceita é a da menstruação retrógrada, proposta por Sampson, onde células endometriais viáveis fluem pelas tubas uterinas e se implantam na cavidade peritoneal. Outras teorias incluem metaplasia celômica e disseminação linfática ou hematogênica.
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