HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2024
Segundo Berek (2016), são fatores de risco para endometriose, EXCETO:
Tabagismo é fator PROTETOR para endometriose, não de risco.
O tabagismo é um fator que, curiosamente, tem sido associado a um menor risco de endometriose, possivelmente devido aos seus efeitos anti-estrogênicos. É um ponto importante para diferenciar dos verdadeiros fatores de risco, como histórico familiar, menarca precoce e infertilidade, que aumentam a probabilidade da doença.
A endometriose é uma doença crônica caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, causando dor pélvica crônica, dismenorreia, dispareunia e infertilidade. Afeta milhões de mulheres em idade reprodutiva e tem um impacto significativo na qualidade de vida. A etiologia é multifatorial, envolvendo fatores genéticos, imunológicos e ambientais. A fisiopatologia mais aceita é a teoria da menstruação retrógrada, onde células endometriais viáveis refluxam pelas tubas uterinas e se implantam em outros locais. Fatores de risco incluem histórico familiar, menarca precoce, ciclos curtos e intensos, e nuliparidade. Curiosamente, o tabagismo é frequentemente citado como um fator protetor, possivelmente por seus efeitos anti-estrogênicos, o que o diferencia de outras condições ginecológicas. O diagnóstico definitivo é cirúrgico, por laparoscopia, com biópsia das lesões. O tratamento visa aliviar a dor e/ou melhorar a fertilidade, podendo incluir analgésicos, terapia hormonal (contraceptivos orais, análogos de GnRH) e cirurgia. O manejo da endometriose é complexo e individualizado, exigindo uma abordagem multidisciplinar para otimizar os resultados para a paciente.
Os principais fatores de risco para endometriose incluem histórico familiar de endometriose em parente de primeiro grau, menarca precoce, ciclos menstruais curtos, sangramento menstrual intenso e nuliparidade, que aumentam a exposição endometrial.
A presença de endometriose em parente de primeiro grau aumenta significativamente o risco de uma mulher desenvolver a doença, sugerindo uma forte predisposição genética e hereditariedade na sua etiologia.
Não, o tabagismo tem sido associado a um risco reduzido ou neutro de endometriose, possivelmente devido aos seus efeitos anti-estrogênicos que podem modular o crescimento do tecido endometrial ectópico.
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