Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2025
Uma mulher de 29 anos com dor pélvica crônica é diagnosticada com endometriose. Qual é o exame de imagem mais sensível para o diagnóstico da endometriose?
RM pélvica é o exame de imagem mais sensível para endometriose, especialmente a profunda, superando USG e TC.
Embora a laparoscopia seja o padrão-ouro para o diagnóstico definitivo de endometriose, a Ressonância Magnética pélvica é o exame de imagem não invasivo com maior sensibilidade e especificidade, especialmente para identificar lesões de endometriose profunda e avaliar a extensão da doença.
A endometriose é uma doença crônica caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, afetando cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva. Causa dor pélvica crônica, dismenorreia, dispareunia e infertilidade, impactando significativamente a qualidade de vida. Seu diagnóstico precoce e preciso é fundamental para um manejo adequado. Embora o diagnóstico definitivo da endometriose seja histopatológico, obtido por biópsia durante laparoscopia, a Ressonância Magnética (RM) pélvica emergiu como o exame de imagem não invasivo mais sensível e específico para a detecção da doença, especialmente para a endometriose profunda. A RM permite uma avaliação detalhada da pelve, identificando implantes, aderências e o envolvimento de órgãos como intestino e bexiga. A RM pélvica é crucial para o planejamento cirúrgico, fornecendo um "mapa" das lesões. Outros exames como ultrassonografia transvaginal são úteis para rastreamento e endometriomas, mas a RM oferece maior acurácia para lesões complexas. O tratamento visa aliviar a dor e melhorar a fertilidade, podendo incluir terapia hormonal, cirurgia ou uma combinação de ambos, com o prognóstico variando conforme a extensão da doença.
A laparoscopia com biópsia é considerada o padrão-ouro para o diagnóstico definitivo da endometriose, permitindo a visualização direta das lesões e a confirmação histopatológica.
A RM pélvica oferece alta resolução de contraste de tecidos moles, permitindo a identificação precisa de implantes endometrióticos, aderências, endometriomas e, crucialmente, a extensão da endometriose profunda, que é difícil de visualizar com outros métodos.
Sim, a ultrassonografia transvaginal é um exame de primeira linha, especialmente para rastreamento e detecção de endometriomas ovarianos. No entanto, sua sensibilidade para endometriose peritoneal superficial ou profunda é menor que a da RM.
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